GBTA destaca impacto de US$ 3,4 bi das viagens corporativas em São Paulo; veja dados
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O Brasil deve registrar em 2026 o maior crescimento entre os principais mercados de viagens corporativas do mundo, segundo o BTI da GBTA. O dado, que foi revelado pela primeira vez na GBTA Convention, em Chicago no início de agosto, foi destacado pela vice-presidente para Américas da entidade, Katharine Farrell, durante o Travel Connect 2026, nesta quarta-feira (9).
De acordo com o levantamento, o mercado brasileiro deve movimentar US$ 35,8 bilhões em viagens a negócios neste ano, alta de 13,8% sobre 2025. O resultado coloca o País entre os dez maiores mercados globais do segmento.
“Entre os países do top 15, que correspondem a 84% do gasto total em 2026, os que apresentam as maiores taxas de crescimento esperadas são Brasil, Austrália, Coreia do Sul, Turquia e Japão”
Katharine Farrell, vice-presidente da GBTA para Américas
No cenário global, a GBTA projeta US$ 1,71 trilhão em gastos com viagens corporativas em 2026, crescimento de 7,2%. O volume de viagens, porém, deve avançar apenas 1,3%, para 1,84 bilhão de deslocamentos, mostrando que o aumento dos gastos vem principalmente da alta dos custos.
Impacto em São Paulo
Katharine também apresentou uma prévia dos dados de São Paulo de um novo estudo de impacto econômico da GBTA, que analisará 25 cidades em 20 países.
Com base em dados de 2024, as viagens corporativas para e dentro da capital paulista geraram mais de US$ 3,4 bilhões em receitas relacionadas a viagens de negócios, com crescimento de 7,3%.
O segmento também:
- sustentou mais de 33 mil empregos;
- gerou US$ 737 milhões em valor agregado local;
- representou US$ 391 milhões em contribuição tributária;
- e fez com que 31% dos gastos com viagens corporativas permanecessem na economia local.

“Estudos como este são importantes porque demonstram claramente o valor que as viagens corporativas entregam em cada um dos mercados. E este é o papel da GBTA, entregar dados e análises ao setor”, diz a executiva.
Para Katharine, apesar da perspectiva positiva, o setor opera em um ambiente de maior pressão sobre custos e de instabilidade. Na América Latina, por exemplo, a GBTA prevê alta de 9,5% nas tarifas hoteleiras em 2026, enquanto as passagens aéreas devem subir cerca de 3%.