Tecnologia auxilia na tomada de decisões mais sustentáveis

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As questões ambientais, econômicas, de governança e sociais de uma empresa são extremamente importantes, principalmente no momento de pandemia que o mundo se encontra. Com isso, o tema ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, em tradução livre) vem se tornando uma pauta em ascensão. E a tecnologia pode impactar e ajudar neste sentido.

“Muitas empresas que não estavam tecnologicamente preparadas não estão conseguindo surfar bem nesses mares turbulentos causados pela covid-19. E a tecnologia impacta diretamente no ESG, pois, primeiro ela traz os dados, depois os transforma em informações, que levam as companhias a tomarem ações”, explica o diretor executivo da SAP Concur, Denis Tassitano, durante a live Trocando Ideia, no Portal PANROTAS.

Dentro da ferramenta da SAP Concur, o viajante consegue checar quais voos emitem menos carbono, quais hotéis são ecofriendly, entender se é possível trocar o voo por trem ou automóvel e outros detalhes relacionados à sustentabilidade e a tornar sua viagem corporativa mais sustentável.

“Temos todos os dados e transformamos em informações, ajudando o viajante a tomar decisões. A empresa também pode inserir esses detalhes nas políticas de viagens. Elas precisam ser parametrizadas e é aí que a tecnologia entra. Por isso, é preciso tirar a política do papel, colocar no sistema e detalhar tudo para quem viaja poder utilizar. Tem de ser comunicável, tem de ter incentivo e também algumas punições para quem não segue. Isso é um papel de toda a companhia”, explica Tassitano.

EMBAIXADORES DO ESG
Como a parte de sustentabilidade não é uma agenda de uma só área e, sim, de toda a empresa, assim como compliance, é necessário que o tema permeie toda a companhia, seja um todo. Para isso, escolher embaixadores do ESG em vários departamentos é interessante para repassar o exemplo a toda a organização como funcionário.

“É preciso mudar a mentalidade para dar o exemplo para que todo o ecossistema receba. É uma visão bem holística que todos os departamentos têm de abraçar. E essa é a chance para a área de travel entrar ainda mais na agenda estratégica da empresa. ESG é estratégico para todas as companhias, tem um impacto real e, por isso, precisa de dados para apresentar metas possíveis”, diz o diretor executivo.

Em uma viagem a trabalho, o exemplo do embaixador pode ser passado por meio da escolha do voo mais sustentável, diminuir a quantidade de taxis utilizados, escolher um hotel que preza pela sustentabilidade, dividir quarto com outros colegas, economizar nem que seja R$ 10 em um jantar com clientes... ESG é um tema de práticas integradas que impactam em todas as áreas de uma corporação.

RELAÇÃO PANDEMIA X ESG E VIAGENS
“A pandemia não é o melhor momento para olhar para isso, é o momento que precisa ser feito. Para os setores que retraíram, que estão com menos ou sem viagens, é a hora ideal para rever esses conceitos. Qual é a política que tem? É preciso criar uma para a covid-19. Antes não ligávamos muito para a parte de saúde, agora tenho de saber muito bem qual é a minha assistência médica. Acho que será preciso melhorar a viagem para as poucas viagens que têm. Elas vão diminuir, então, será necessário ter algumas regalias para os viajantes porque alguns deles estarão tensos por viajar”, afirma Tassitano.

Esse é o momento que é preciso reavaliar tudo que envolve uma viagem corporativa e, talvez daqui um mês, reavaliar de novo. A política de viagens precisa ser sempre analisada, pois tudo mudou. Segundo o diretor comercial da SAP Concur, agora é a hora de entender como vai reavaliar e comunicar.

“A indústria teve um impacto muito grande, mas não podemos abaixar a cabeça e deixar a reavaliação para depois. Ela precisa ser feita agora. Tem de entrar na agenda estratégica. Viagens que não faziam sentido deixarão de existir, por exemplo. Isso é ruim, mas é bom ao mesmo tempo. Haverá uma retração, mas o que eu espero das companhias é uma melhora na qualidade das viagens. Os deslocamentos serão mais estressantes, devido a todos os protocolos, por isso acredito que terá todo um rearranjo do mercado de viagens corporativas, inclusive para aproveitar melhor a vagem, fazer um bleisure. O setor vai ter de se readequar a novos formatos”, finaliza.
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