Em nova fase, Quickly Travel cresce e recebe 7 contas da AJMobi/Alatur

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Divulgação/Quickly
Sergio Masaki Fumioka, CEO da Quickly Travel
Sergio Masaki Fumioka, CEO da Quickly Travel
Com 23 anos de atuação, sete deles no Grupo JTB, depois de uma aquisição pela Alatur JTB (hoje AJMobi), a TMC Quickly Travel está em processo de expansão, mesmo em plena pandemia e com as viagens corporativas ainda repletas de restrições. Isso porque, devido a uma revisão estratégica da JTB no País, a Quickly começa a atender este mês sete grandes contas que eram da AJMobi (antiga Alatur JTB). Com a pandemia e a mudança nos negócios, o grupo decidiu reavaliar o perfil dos clientes e fazer uma divisão entre as duas TMCs.

Atendimento e região de atuação, perfil do viajante, demandas no dia a dia e relacionamento humanizado são alguns dos itens avaliados, dentro de uma nova sinergia também com a matriz da JTB. A Quickly Travel agora responde diretamente para a JTB Americas, com sede em Los Angeles, e um dos objetivos é fazer com que a Quickly também atenda as contas globais, que precisam de suporte no Brasil, México e Estados Unidos. Segundo o presidente e CEO da Quickly Travel, Sergio Masaki Fumioka, em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS, já há três empresas sendo atendidas nesse modelo global aqui no Brasil.

Conhecida especialmente pelo atendimento ao segmento corporativo de empresas japonesas, com este salto em volume e essa nova estratégia da JTB, a Quickly passa a ter maioria de clientes não-japoneses, ampliando o leque e diversificando os negócios.

Para atender a essa nova demanda, 30 funcionários estão sendo contratados este mês, alguns do mercado e outros egressos da AJMobi, sendo que 15 deles no Rio de Janeiro. A empresa chegará a 90 colaboradores. “Abrimos o escritório carioca para a Olimpíada do Rio, e decidimos mantê-lo. Agora vemos essa expansão, com 15 novos colaboradores sendo integrados”, relata Mami Fumioka, a vice-presidente executiva da TMC.

PERFIL
Segundo Sergio Fumioka, os clientes migrados para a Quickly se juntam a outras empresas que requerem um atendimento personalizado e humanizado. “Eles não querem apenas o call center, precisam de mais, prezam pelo atendimento. Os consultores conseguem falar com os viajantes, por exemplo. O Kina (Eduardo Kina, CEO da AJMobi) escolheu a dedo esses clientes e a transição foi muito tranquila, pois está tudo no mesmo grupo, mas agora alinhados com o perfil de atendimento e viagens”, explica.

Segundo ele, todos os colaboradores estão em home office e o atendimento tem sido todo virtual desde o começo da pandemia. “Já tínhamos a tecnologia, então foi fácil, mas também investimentos em novas ferramentas para essa nova fase, como as da Benner”, continua.

O Portal PANROTAS apurou com fontes do mercado que Kina vem fazendo uma grande reestruturação na AJMobi, que inclui revisão de contratos com clientes, a migração de alguns para a Quickly e até a antecipação do fim de alguns contratos, devido ao novo momento das viagens corporativas no País. A AJMobi, ao contrário da Quickly, sempre apostou em grandes operações e volumes, o que requer um custo operacional mais alto.

COMO ESTÁ O BRASIL?
De acordo com Sergio e Mami Fumioka, o compromisso da JTB com o Brasil é de longo prazo e eles já entendem bem melhor o País, apesar de uma imagem complicada neste momento. Na pandemia, o maior movimento veio exatamente das empresas locais, que precisaram viajar e se locomover para fazer negócios e realizar serviços. “As empresas japonesas são mais rígidas quanto a isso, mas as locais têm mais flexibilidade. Também passamos a atender outros segmentos, que não pararam na pandemia”, explicou Mami Fumioka.

No ano passado, as vendas da Quickly fecharam em 39% do pré-pandemia (2019) e para este ano a meta é chegar aos 60%. Com a adição das novas contas, o índice poderá até ser batido. A empresa já sente uma melhora em relação ao ano passado, com boas perspectivas para o restante de 2021.

Divulgação/Quickly
Mami Fumioka, a vice-presidente executiva da TMC
Mami Fumioka, a vice-presidente executiva da TMC
OLIMPÍADA

Um dos revezes da TMC este ano foi a proibição da entrada de turistas estrangeiros para a Olimpíada de Tóquio. O trabalho agora é de realizar os processos de reembolsos e créditos para os clientes, e o prazo é terminar esse processo até outubro e todo o trabalho referente ao evento até dezembro. A JTB preferiu resolver tudo este ano, apesar de a legislação permitir o reembolso até 2022.
Uma pequena equipe de receptivo da Quickly ainda assim estará em Tóquio atendendo viajantes da mídia e atletas. E no Brasil o departamento esportivo da TMC já se prepara para vender pacotes para a Copa do Mundo do Catar 2022.

No Lazer, que representa cerca de 10% dos negócios, a Quickly, como as demais empresas brasileiras, atendeu clientes para o México, Maldivas e Caribe, e, claro, para o Brasil. A empresa acredita que há uma boa oportunidade para o Turismo do Japão pós-Olimpíada e o governo japonês sinaliza que quer mais turistas do Brasil o ano todo e não apenas na primavera, alta estação por conta da florada das cerejeiras. Também o legado deixado pelos Jogos de Tóquio, que apostam em sustentabilidade e diversidade, deve atrair a atenção de muitos viajantes.

EVENTOS
Outro departamento que sofreu na pandemia foi o de Eventos, mas a Quickly já recebe cotações para reuniões e eventos presenciais em 2022. Para este ano, o modelo é híbrido ou virtual e a TMC fechou parceria com a R1, que já tem os estúdios e pacotes de transmissão para atender as demandas de seus clientes em todo o País.

Um grupo de incentivo para Dubai, já adiado duas vezes, deve sair em setembro e reiniciar esse setor na Quickly.

“A JTB está com uma nova estratégia no País e a Quickly é o braço com atendimento personalizado e mais humanizado. Não somos focados em volume ou transações. Estamos felizes em implantar essa nova estratégia global da JTB no País”, finaliza Sergio Fumioka.
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