GBTA 2026: Voetur aposta em IA, tecnologia própria e expansão do Payfly
Humberto Cançado, sócio-diretor da empresa, falou à PANROTAS sobre esses e outros temas

CHICAGO – Humberto Cançado, sócio-diretor da Voetur, participou da GBTA Convention, em Chicago, na semana passada, e, em entrevista à PANROTAS, destacou os investimentos da TMC em inteligência artificial, a evolução da travel tech Payfly, lançada no ano passado, e a parceria internacional com a Direct Travel, sua parceira global, também presente ao evento.
Segundo Cançado, em sintonia com a maioria das palestras da GBTA Convention, a tecnologia deve assumir tarefas administrativas, melhorar processos, agilizar etapas e permitir que os consultores se dediquem mais ao atendimento e à estratégia para os clientes.
Para ele, a inteligência artificial foi um dos principais temas da GBTA Convention, não mais como uma tendência, mas como realidade implementada em diversos momento da preparação da viagem do cliente e já está sendo incorporada à operação da Voetur. Por meio da Payfly, por exemplo, a TMC utiliza IA para interpretar e fiscalizar as políticas de viagens das empresas clientes.
A plataforma também permite que os usuários solicitem viagens por meio de um chat com inteligência artificial, capaz de compreender as demandas e transformá-las em solicitações de viagem.
O executivo acredita que a principal contribuição da IA para as TMCs será reduzir o peso das tarefas administrativas sobre os consultores, permitindo que eles tenham mais tempo para atuar diretamente junto aos clientes.
“Acredito que a IA vai liberar o consultor para ele ser mais consultor, para estar mais disponível para o cliente.”
Humberto Cançado

Payfly ganha espaço e se transforma em negócio de tecnologia
Lançada em setembro do ano passado, a Payfly vem conquistando novos clientes e ampliando sua atuação, de acordo com o diretor da Voetur. Entre os contratos recentes está o da Caixa Econômica Federal, conquistado em uma licitação e que já envolve mais de 100 mil usuários.
Segundo Cançado, a plataforma também passou a atender empresas de tecnologia, utilizando soluções de Travel e Expense. O movimento fez com que a Payfly deixasse de ser apenas uma travel tech criada para atender às necessidades da Voetur e passasse a funcionar como um modelo de Software as a Service (SaaS). “A estratégia permite maior personalização das soluções e controle sobre tecnologia, operação e dados.”
Outro ponto destacado é a segurança. Cançado afirma que a plataforma foi desenvolvida com o conceito de “Security by Design”, incorporando segurança desde a construção da solução.
Para ele, ter uma tecnologia própria permite à TMC verticalizar a operação, controlar os processos e oferecer maior flexibilidade para atender às demandas específicas dos clientes.
Parceria internacional
A parceria firmada há menos de um ano com a Direct Travel/ATPI também está em fase de desenvolvimento. Cançado conta que tem viajado com mais frequência a Houston, onde fica a sede da empresa, para discutir oportunidades e formas de ampliar os negócios na América Latina.
“Estamos nos conhecendo. É novo, mas acho que tem muita importância e agregou muito valor para o nosso negócio.”
Expectativa positiva para 2026
Sobre o restante do ano, Cançado mantém uma perspectiva positiva. Ele prevê crescimento de faturamento entre 5% e 10%, mesmo diante de um cenário marcado por eleições e questões geopolíticas.
O executivo lembra que 2025 foi o melhor ano da história da Voetur, em 42 anos de atividades, e considera que superar essa marca seria um resultado bastante positivo.
O mercado internacional, especialmente destinos na Ásia, porém, vem sendo afetado pelo cenário geopolítico. Ainda assim, ele reforça que os investimentos realizados pela empresa, especialmente em tecnologia e nos novos negócios lançados no ano passado, sustentam a expectativa de crescimento.
A PANROTAS viajou a convite da GBTA, com proteção GTA