Aos 25 anos, L'Alianxa (LTN) mira Europa, América do Norte e integração de dados
Na convenção da rede, Alonso Monsalve relacionou a origem da aliança aos planos para fortalecer associados
PALMA DE MALLORCA (ESPANHA) - A L'Alianxa (LTN) chegou aos 25 anos com planos de ampliar sua atuação na Europa e na América do Norte, integrar os dados das agências associadas e fortalecer o segmento corporativo. As prioridades foram apresentadas pelo presidente Alonso Monsalve na abertura da convenção da aliança diante de representantes das agências, parceiros e novos integrantes da rede.
Entre os novos membros apresentados no encontro está a Elite Tours, do Panamá, que participa pela primeira vez de uma convenção da LTN. A abertura reuniu delegações de diferentes países e apresentou também profissionais recém-incorporados à operação da aliança na Espanha.
Monsalve dedicou parte da fala a explicar por que as agências criaram a LTN. No início dos anos 2000, a redução das comissões aéreas, o avanço das vendas pela internet e a entrada de grandes grupos no setor pressionavam as empresas independentes. Ele comparou aquele período à história bíblica da caverna de Adulão: pessoas que chegaram em busca de proteção e, juntas, encontraram força para enfrentar o que vinha pela frente.
No caso da LTN, a resposta foi reunir agências de diferentes países para negociar com fornecedores, desenvolver tecnologia e atender clientes em uma rede internacional, sem exigir que cada empresa abrisse mão de sua marca e autonomia. A trajetória dos 25 anos serviu de ponto de partida para a mensagem que dirigiu aos associados: a aliança precisa continuar ajudando cada agência a se tornar mais forte.
A parceria com a Ávoris na Espanha e em Portugal é uma das frentes dessa nova etapa. Segundo Monsalve, o acordo já apoia o desenvolvimento de operações e produtos entre a América Latina e a Europa. A LTN também vê espaço para crescer nos Estados Unidos e no Canadá, onde agências voltadas ao público latino-americano manifestaram interesse em integrar a rede.
Na tecnologia, o presidente destacou a evolução das ferramentas próprias da aliança e o trabalho para reunir dados de agências de diferentes países em uma estrutura comum. A intenção é usar essas informações para melhorar a relação com fornecedores e criar novas oportunidades comerciais. Monsalve citou ainda planos para fortalecer o atendimento corporativo compartilhado na América Latina e preparar a sucessão das lideranças da rede.
“Não nos interessa que a rede cresça se as agências não crescerem”, afirmou Monsalve. Para ele, o resultado mais importante dos primeiros 25 anos foi manter as empresas unidas e independentes. O desafio agora é transformar essa união em mais capacidade de competir nos próximos anos.