Grupo Flytour chega a acordo com 9 credores financeiros

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Arquivo pessoal
Daniel Rodrigues, diretor executivo da Flytour
Daniel Rodrigues, diretor executivo da Flytour
Dentro de seu projeto de reestruturação, o Grupo Flytour deu mais um importante passo esta semana, com o anúncio de um acordo de recuperação extrajudicial com nove credores financeiros, entre eles bancos como o Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. A dívida com esses nove credores é de R$ 142 milhões. A notícia foi dada em primeira mão pelo jornal Valor Econômico e confirmada ao Portal PANROTAS pelo diretor executivo do grupo, Daniel Rodrigues, que está focado na reestruturação financeira do grupo.

De acordo com Rodrigues, em entrevista à PANROTAS, o resultado imediato do acordo será um reforço de caixa para o grupo, a ser usado no pagamento de fornecedores do mercado de Turismo e na garantia de embarque dos passageiros de lazer que ainda estão remarcando suas viagens, especialmente as internacionais.

A recuperação extrajudicial, recurso pouco conhecido pelas empresas, segundo o diretor da Flytour, foi aceita previamente por 56% dos nove credores e agora inicia um processo de homologação pela justiça (a exigência da lei é 50% de aprovação). Segundo reportagem do Valor, os credores deverão optar por duas formas de pagamento: 20% em 180 dias ou 100% por meio de debêntures de longo prazo (até 15 anos) a serem emitidas pela Flytour.

Na semana passada, o presidente do Grupo Flytour, Eloi D’Ávila de Oliveira, falou à PANROTAS sobre a reestruturação, que envolveu o corte de cerca de 1 mil colaboradores e a saída de praticamente toda a diretoria, assumida por profissionais de longa carreira no grupo, como o próprio Daniel Rodrigues, que começou na Gapnet, comprada pela Flytour em 2015. Também foi anunciado, na entrevista à PANROTAS, a renovação do acordo com a American Express para a Flytour Business Travel.

PANROTAS / Emerson Souza
Eloi D'Ávila de Oliveira
Eloi D'Ávila de Oliveira
O Grupo Flytour chegou a vender R$ 5,7 bilhões em 2019 e caiu para R$ 1,8 bilhão em 2020, ano da pandemia, mantendo a posição da empresa como maior TMC do País. Hoje as vendas estão em 35% do volume de 2019 e segundo o presidente da companhia, apesar da recuperação lenta, a Flytour Business Travel ganhou novos clientes e está com uma carteira maior do que no pré-crise. Muito por conta da renovação do contrato com a Amex.

Esta semana serão anunciadas as contratações de novos diretores na FBT.

“O acordo com os credores financeiros nos dá mais tranquilidade na recuperação e acreditamos que até o final do ano já teremos renegociado com os fornecedores do mercado. Esse alívio no caixa da renegociação com os banco será todo usado na empresa, para pagamento dos fornecedores e a garantia de embarque dos passageiros de lazer”, finaliza Rodrigues.

SAIBA MAIS SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO GRUPO FLYTOUR
O Grupo Flytour emitiu a seguinte nota com informações de sua reestruturação:

". Atualmente, todos os esforços da Flytour estão voltados para a reestruturação financeira da empresa, visando preservar a operação atual, cumprindo os compromissos com fornecedores, parceiros e clientes, e garantindo sua viabilidade no futuro. Hoje, a companhia conta com 1.100 empregados diretos e mais de 2 mil indiretos, atendendo a uma cadeia de mais de 5 mil fornecedores e clientes.

. O objetivo é a negociação da dívida pontuais, com credores financeiros, não operacionais e sem garantia real. O acordo de reestruturação não tem impacto sobre os colaboradores, fornecedores e clientes.

. A Recuperação Extrajudicial é um procedimento menos complexo em que o acordo é previamente realizado com a maior parte dos credores. O plano apresentado pela Flytour já aprovado por 56,6% dos credores signatários titulares de créditos.

. Com o avanço da vacinação em escala nacional e internacional, o segmento do Turismo no País deve apresentar melhora a partir de 2022. A companhia prevê uma geração de fluxo de caixa positivo em 2023."
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