Decolar compra 51% da brasileira Stays, de aluguel de temporada

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A OTA Despegar.com (no Brasil Decolar) apresentou seu balanço de 2021 e do último trimestre do ano, quando suas vendas totais tiveram crescimento de 46% sobre o trimestre anterior, chegando a US$ 958,8 milhões (mais de R$ 5 bilhões), o que significa 75% do volume de vendas pré-pandemia (último trimestre de 2019). No ano passado, a OTA teve vendas de US$ 369 milhões no primeiro trimestre, US$ 489 milhões no segundo, 657 milhões no terceiro e o recorde (para a pandemia) de US$ 959 milhões no último período de 2021.

Em número de transações, o trimestre chegou a 82% do pré-pandemia, com 22% de aumento sobre o 3T21. A venda de room nights cresceu 32% trimestre a trimestre e atingiu 71% do pré-pandemia.

Quase metade das vendas (47%) do trimestre foram via dispositivo móvel, um aumento de 333 pontos (bps) comparado ao último período de 2019. A receita aumentou 49% de um trimestre a outro e chegou a 86% dos níveis do 4T19 (atingindo US$ 124,6 milhões).
O EBITDA ajustado chegou a US$ 9 milhões, 9% maior que o do quarto trimestre de 2019, no pré-pandemia.

A Despegar também anunciou que seu programa de fidelidade chegou a 2,8 milhões de membros e que comprou 51% da empresa brasileira Stays, de venda de casas de aluguel, por um valor de US$ 3,1 milhões (mais de R$ 16 milhões). A empresa se define como "o software de aluguel por temporada que aumenta suas reservas no piloto automático", e tem parcerias com a Airbnb e Booking, segundo seu site. O conceito da startup é profissionalizar o segmento de aluguel de casas por temporada, criando uma plataforma para os donos dos imóveis gerenciarem as transações.

Sobre a compra de 51% da Stays, o CEO da Despegar, Damien Scokin, destacou a relevância do mercado brasileiro, que se alinha à estratégia de fusões e aquisições da empresa.

CONFIRA O COMUNICADO OFICIAL DA DECOLAR SOBRE A COMPRA

O Grupo Decolar, empresa de viagens líder na América Latina, anunciou hoje que firmou a aquisição de uma participação de 51% na Stays.net, Channel Manager de aluguéis para temporada líder no Brasil, por um preço total de R$ 15,65 milhões (US$ 3 milhões), sujeito a certas condições de fechamento.


Stays.net, fundada em 2016, é uma empresa SaaS que oferece um sistema completo de gestão de propriedades para aluguel de temporada (Channel Manager, Property Management System, ERP e E-Commerce booking system integrado) aos donos, corretores e administradores de acomodações temporárias no Brasil. A companhia é hoje um dos principais parceiros de integração das plataformas de reservas mais importantes a nível global. A Stays.net possui atualmente um portfólio de 17.000 imóveis localizados principalmente no Brasil.


Marcelo Grether, Chief M&A and New Business do Grupo Decolar, comentou: “Stays.net reforça nossa estratégia de crescimento inorgânico com foco no Brasil, além de fortalecer a vertical de acomodações temporárias. Com a Stays.net, oferecemos uma solução completa aos administradores de propriedades e aprimoramos nossa proposta de valor, acrescentando novas opções. Como apenas 10% dos proprietários de acomodações temporárias da América Latina utilizam a gestão de canais digitais – em comparação com 90% na Europa –, há muito espaço para que nossa nova parceria com a Stays.net cresça e prospere”.


“Na Stays.net, estamos ansiosos para trabalhar com a equipe de Decolar. Esta parceria permite expandir nosso alcance geográfico em toda a América Latina e oferecer aos administradores e proprietários de imóveis para temporada o benefício de se unir à empresa de viagens líder na América Latina. Além de aumentar as reservas, o canal digital de gestão da Stays.net ajuda os anfitriões a alcançar padrões profissionais, ampliar seus negócios de aluguel de temporada e aprimorar as experiências dos hóspedes”, comentou Sven dos Santos, CEO da Stays.net."


ANÁLISE DO CEO
O CEO da Despegar começou sua análise do balanço destacando o EBITDA maior que o do último trimestre pré-pandemia. “O aumento na lucratividade é ainda maior se deixamos de lado os investimentos que estamos fazendo na brasileira Koin para ganhar escala. Se tirarmos a Koin e os gastos excepcionais, nosso EBITDA ajustado cresceria 30% para US$ 16,3 milhões.”.

Scokin vê o balanço do quarto trimestre como encorajador e que “refletem os esforços que fizemos nos últimos dois anos para reduzir nossa estrutura de custos, capturar sinergias por meio de aquisições, diversificar nossas fontes de receita e aumentar a lucratividade”.
Sobre a Koin, o CEO da Despegar disse que está muito satisfeito com os resultados e pela adoção da solução de pagamentos da empresa brasileira, que está se estabelecendo para ser um outro pilar de crescimento para a Decolar.

Sobre a compra de 51% da Stays, ele destacou a relevância do mercado brasileiro, que se alinha à estratégia de fusões e aquisições da empresa.

Em sua análise inicial, Damian Scokin ainda destacou o crescimento no Chile e na Colômbia com a Viajes Falabella e prevê uma recuperação forte no próximo trimestre, já que esse início de ano foi afetado pela ômicron, especialmente as vendas de janeiro. A demanda reprimida, segundo ele, começa a dar sinais de aquecimento nos primeiros dias de março e a partir do próximo trimestre.

TRANSAÇÕES

Na análise das 2,3 milhões de transações alcançadas no 4T21, a Decolar destaca a força dos mercados domésticos do Brasil e da Colômbia e o início da recuperação da Argentina no doméstico e no internacional. As transações fecharam o trimestre 86% maiores que em 2020, mas 18% menores que em 2019.

Contribuíram para a receita de quase US$ 1 bilhão no trimestre, o crescimento de 50% no mercado brasileiro, 128% no Chile e 112% na Argentina. As reservas cresceram 139% e ficaram 25% abaixo do último trimestre de 2019. As reservas internacionais fecharam o trimestre em 59% do pré-pandemia.

O Brasil representou 33% de todas as transações da Despegar no final de 2021, contra 29% no trimestre anterior, um aumento de 40% em volume. O México respondeu por 22%, uma queda de share em relação ao trimestre anterior, quando tinha 27%.

Em dados ainda não auditados, o trimestre resultou em perdas finais de US$ 10,7 milhões para a empresa.



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