Laura Enchioglo   |   04/02/2026 08:01

Abav Nacional destaca importância das agências na venda do Turismo de bem-estar; confira

No Brasil, diferentes regiões já se destacam como polos de bem-estar, que ampliam ofertas de produtos


PANROTAS / Filip Calixto
Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional
Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional

O Turismo de bem-estardeve se consolidar como um dos segmentos mais relevantes em 2026, seguindo uma tendência global de viajantes que buscam experiências dedicadas ao cuidado físico, mental e emocional.

Mais do que deslocamentos pontuais, esse tipo de Turismo envolve permanência, imersão e uma relação mais consciente com o tempo, o corpo e o ambiente, com foco no relaxamento, na saúde integral e na reconexão consigo mesmo.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional) avalia que o crescimento do Turismo de bem-estar reflete uma mudança no modo como o viajante enxerga a viagem.

No Brasil, diferentes regiões já se destacam como polos de bem-estar, reunindo natureza, gastronomia saudável e atividades voltadas ao relaxamento e à regeneração.

Destinos de serra, litoral e áreas de mata preservada, além de hotéis-fazenda, Turismo rural e experiências integradas à natureza, vêm atraindo viajantes interessados em investir em saúde física e emocional de forma mais consciente.

“Há uma busca crescente por experiências que promovam qualidade de vida, tranquilidade e saúde emocional. Esse tipo de turismo exige planejamento cuidadoso e alinhamento com o perfil do cliente, e as agências têm papel estratégico na curadoria de destinos, serviços e experiências que ofereçam segurança e credibilidade”

Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional

Além de atender a uma demanda em expansão, o Turismo de bem-estar também gera impactos positivos na economia, ao fortalecer a hotelaria especializada, serviços terapêuticos, iniciativas de turismo de natureza e cadeias produtivas locais. Para a Abav Nacional, a tendência deve estimular a diversificação de produtos turísticos, o fortalecimento do turismo interno e a geração de novas oportunidades de negócios em diferentes regiões do País.

Dados do Global Wellness Institute indicam que o mercado global de wellness tourism movimentou cerca de US$ 651 bilhões em 2022 e deve alcançar US$ 1,3 trilhão até 2027, com crescimento médio anual de aproximadamente 12%, acima do registrado pelo Turismo tradicional. Europa, América do Norte e Ásia concentram boa parte dessa demanda, impulsionada pela busca por saúde preventiva, qualidade de vida e experiências transformadoras. O Brasil acompanha esse movimento, ampliando a oferta de destinos e produtos associados ao bem-estar e à natureza.

Para 2026, a expectativa é de fortalecimento de um perfil de viajante que valoriza experiências regenerativas, com tempo dedicado ao descanso, à introspecção e à recuperação do equilíbrio físico e emocional. Esse comportamento tem impulsionado a procura por hotéis e pousadas de imersão, spas de alto padrão, retiros contemporâneos e destinos voltados ao slow travel, nos quais o ritmo desacelerado é parte essencial da proposta.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.