Trump orienta aéreas a tratarem espaço aéreo da Venezuela como fechado
Declaração eleva o tom da recomendação emitida pelo próprio governo americano em 21 de novembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as companhias aéreas devem considerar o espaço aéreo da Venezuela (e regiões próximas) como totalmente fechado. A declaração eleva o tom da recomendação emitida pelo próprio governo americano em 21 de novembro, quando apenas sugeria cautela ao sobrevoar o país.
Segundo Trump, a mensagem se dirige não só às empresas aéreas e pilotos, mas também a narcotraficantes e traficantes de pessoas, indicando um endurecimento da postura de Washington em relação ao governo de Nicolás Maduro.
O aviso contrasta com o comunicado recente da Administração Federal de Aviação (FAA), que mencionava apenas o agravamento das condições de segurança e o aumento da atividade militar na Venezuela. Após o alerta da FAA, diversas companhias suspenderam voos que cruzavam o espaço venezuelano ou tinham Caracas como destino.
A reação levou o governo Maduro a revogar as licenças de pelo menos seis empresas, como Tap (Portugal), Avianca (Colômbia), Turkish Airlines e Gol (Brasil), que suspenderam as operações. Caracas acusou essas companhias de aderirem às ações de “terrorismo de Estado” promovidas pelos EUA.
A escalada acontece enquanto o governo Trump intensifica operações militares no Caribe. Desde agosto, forças dos EUA destruíram 21 embarcações no Caribe e no Pacífico sob suspeita de envolvimento com o narcotráfico, resultando em 83 mortes.