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NewGen ISS: entenda tudo sobre a atualização do BSP da Iata


Emerson Souza
Karina Medeiros e Jefferson Simões, da Iata
Karina Medeiros e Jefferson Simões, da Iata
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) lançará no segundo semestre o NewGen ISS, atualização do BSP (Billing Settlement Plan). Com estreia prevista para 1º de outubro, a Nova Geração de Sistemas de Liquidação tem como objetivo atender melhor às necessidades de agências e companhias aéreas. A novidade foi apresentada hoje durante capacitação na sede da Iata, em São Paulo, com apoio da Abav.

O novo BSP tem como pilares o Iata EasyPay, que será uma nova forma de pagamento, além dos novos modelos de credenciamento para as agências (Golite, Gostandard e Goglobal) e formato de avaliação de risco.

“Estava mais do que na hora de modernizarmos o BSP de acordo com os novos modelos de negócio que surgiram. Queremos trazer mais flexibilidade para as agências e permitir que, baseadas no modelo de negócios que têm, as empresas possam escolher o formato em que se encaixam melhor”, explica a gerente de Transformação e Produtos da Iata, Karina Medeiros.

IATA EASYPAY
O EasyPay (IEP) funciona de maneira parecida com o Paypal. Trata-se de uma carteira eletrônica, sendo um cartão virtual pré-pago. A conta poderá ser recarregada por meio de transferências bancárias e o valor ficará disponível no mesmo tempo em que demora uma transferência no Brasil. Não haverá valor mínimo ou máximo de recarga, com disponibilidade para todas as agências credenciadas e empresas aéreas participantes do BSP.

A Iata afirma que o benefício será, além do acesso a uma nova forma de pagamento, a opção de reduzir o valor da garantia financeira, sendo um serviço voluntário, que não tem custo para o agente, com gerenciamento do RHC (Capacidade de Retenção de Remessa). “É uma forma de pagamento muito segura e, se não houver saldo na conta, a transação será recusada”, afirma Karina. A implementação da nova forma de pagamento começará em 15 de setembro.

NOVOS MODELOS DE CREDENCIAMENTO
Golite
Este é um modelo mais flexível e, se uma agência notar que o volume de vendas faturadas não é tão expressivo, pode migrar para esse modelo, que não permite vendas faturadas.

Sem o risco de renda faturada, não será requerida uma garantia. “O único detalhe analisado e talvez solicitado, mais para frente, poderá ser uma garantia de valor mínimo, cerca de US$ 5 mil”.

Gostandard
A partir de outubro, mês previsto da implantação do NewGen ISS, as agências vão migrar automaticamente para o modelo Gostandard. Com isso, terão acesso a vendas faturadas, cartão de crédito, revisão financeira anual, como já acontece hoje, e deverão apresentar a garantia financeira. A diferença é que serão acrescentados o EasyPay e a parte de avaliação de risco. Logo em seguida, as agências poderão decidir em qual modelo preferem seguir.

Goglobal

Este modelo é como se fosse um Gostandard, só que direcionado às agências com filiais em outros países. Por exemplo, uma empresa baseada no Brasil, mas com filiais na Argentina e Chile, deverá cumprir todos os requerimentos de cada localidade, separadamente.

AVALIAÇÃO DE RISCO
A Iata deseja garantir que as agências estejam saudáveis para operar e emitir. Haverá um status de risco para cada agência, por meio da revisão financeira anual e do histórico de risco. Dessa maneira, serão considerados eventos de risco (quando uma agência deixa de pagar ou paga atrasado) e os não cumprimentos administrativos, quando a empresa não reporta que há mudança de endereço ou proprietário, por exemplo.

TRANSPARÊNCIA EM PAGAMENTOS
Entre as novidades, será implementada a Transparência em Pagamentos (TIP). A justificativa é que as aéreas têm identificado um aumento considerável no custo da distribuição. Há necessidade de trazer mais formas de pagamento para o BSP e dar mais opções às agências, que possam ser mais baratas e tão boas quanto outras.

Os benefícios, segundo a Iata, são a transparência e controle, além de oferecer uma base de dados e monitorar se todos estão cumprindo com a forma de pagamento aceita. E espera-se que até 1º de outubro já esteja disponível o GDI - Global Default Insurance (Seguro de Inadimplência Global), que promete ajudar as empresas a reduzirem perdas por inadimplência.
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