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Avianca Brasil estuda recuperação judicial e aguarda aporte


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Frederico Pedreira, presidente da Avianca Brasil
Frederico Pedreira, presidente da Avianca Brasil
Dentro de seu processo de readequação de frota, depois de um ano repleto de dificuldades e desafios, a Avianca Brasil tenta encontrar formas de pagar menos aos lessores (arrendadores) de aeronaves e devolver apenas oito de seus aviões (de um total de 56). As negociações com a Aircastle, no entanto, segundo apurou o Portal PANROTAS, estão difíceis e a empresa pode perder 11 de suas aeronaves, além das oito já ociosas, o que afetaria suas operações.

Para manter as aeronaves da Aircastle em sua frota uma saída seria o pedido de Recuperação Judicial, que lhe garantiria a manutenção dos aviões para seguir o plano de recuperação.

A empresa aérea também aguarda para os próximos dias um aporte financeiro na casa de US$ 500 milhões, mas não há confirmação se seria da United Airlines. “A Avianca Brasil somente deixou de pagar aos arrendadores depois que iniciou a renegociação, pois vinha pagando valores acima do mercado”, disse uma fonte que não quis ser identificada. “A recuperação judicial seria uma saída para a empresa manter essas aeronaves”, garante essa fonte.

Um anúncio oficial deve ser feito em breve, pois até agora não há confirmação nem do aporte, nem do pedido de RJ.

Segundo o portal do Estado de S. Paulo, o pedido de recuperação judicial já foi feito.

DESEMPENHO NO ANO

Em 2018, a Avianca Brasil aumentou o número de passageiros transportados, com 9,7 milhões de viajantes até o momento. O acumulado de janeiro a outubro apresenta crescimento de 11,5% em relação ao mesmo recorte de 2017. Como comparação, Azul, Gol e Latam Brasil tiveram crescimentos de um dígito, segundo dados da Anac.

Na participação de mercado, medida em número de passageiros transportados, a Avianca Brasil também vem crescendo no ano. A aérea subiu de 11,7% para 12,6%, ao passo que seus rivais caíram, como Latam Brasil (-2%) e Azul (-0,7%), ou se mantiveram no mesmo patamar, como a Gol.

No mercado corporativo, a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) informa que a Avianca Brasil teve a tarifa média mais competitiva do terceiro trimestre de 2018, com R$ 530. No período, em viagens nacionais, foram gerados R$ 108 milhões para os cofres da aérea (9,6% do share de venda das TMCs associadas).

Atualmente, a Avianca Brasil atende 25 destinos domésticos e quatro no Exterior com mais de 260 decolagens diárias, utilizando 56 aviões da Airbus
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