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Passaredo descarta ponte aérea e estuda jatos para Congonhas


Divulgação/Passaredo
Empresa conta com cinco ATR 72-500 com capacidade para 68 passageiros
Empresa conta com cinco ATR 72-500 com capacidade para 68 passageiros

“Estamos em festa”. Foi assim que o CEO da Passaredo, Eduardo Busch, resumiu o atual momento da companhia, após o anúncio da aquisição de 100% da regional Map Linhas Aéreas. Em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS, o executivo afirmou que a compra representa uma grande mudança de patamar e ainda revelou alguns planos da companhia a partir de agora.

“A compra da Map representa uma operação com mais rentabilidade, graças as operações conjuntas que teremos em Congonhas. Com 26 slots e uma estrutura única, conseguiremos atender de forma muito mais eficiente os nossos clientes, promovendo um melhor aproveitamento de nossas aeronaves naquele terminal”, disse ele.

Mesmo com uma boa quantidade de horários de pousos e decolagens em Congonhas, o CEO afirmou que não há nenhum interesse em voar na rota mais concorrida do País: a ponte RJ-SP. “As rotas São Paulo-Rio de Janeiro, São Paulo-Brasília e São Paulo-Belo Horizonte, por exemplo, já são muito bem atendidas pela Latam, Gol e Azul. Nossa intenção é suprir a carência das cidades que são mal atendidas ou as que não têm voo algum”, comentou.

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Divulgação
O CEO da Passaredo, Eduardo Busch
O CEO da Passaredo, Eduardo Busch
A ideia da companhia é se destacar na exclusividade das rotas e mostrar, principalmente ao viajante corporativo, que ele pode sair do centro de São Paulo e seguir, em um voo direto, para qualquer uma das cidades que serão atendidas pela Passaredo a partir de Congonhas.

“Teremos uma malha regional no Estado de São Paulo muito bem desenhada, e estamos analisando alguns mercados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná”, revelou Busch. Talvez, o único destino que não seja exclusivo da Passaredo em Congonhas será Ribeirão Preto, no interior paulista. “Como a nossa sede fica em Ribeirão, faz muito sentido a gente ter uma ligação pra lá”, explicou.

BOEING, AIRBUS OU EMBRAER?

Busch não descartou a utilização de aeronaves com maior alcance para atender os 26 slots do aeroporto de Congonhas. Para quem não se lembra, a Passaredo já chegou a voar com Airbus no passado, utilizado principalmente em voos charters.

“Vamos olhar essas oportunidades a partir do ano que vem, ver se faz sentido a gente pensar em uma transição para uma frota com aeronaves maiores. Nunca deixaremos de lado o nosso foco, que é o mercado regional. No entanto, pensamos que podemos melhorar nossa capacidade de atendimento e receita se tivermos cinco ou seis jatos de longo alcance para atender exclusivamente os voos de Congonhas", revelou. “É um plano que a gente pode viabilizar ou não, a depender dos estudos que faremos a partir de agora."

Juntas, as frotas contam com 13 aeronaves modelo ATR, sendo dez atualmente em operação e outras três adicionais com chegada prevista para os próximos 45 dias.

Por fim, Busch garantiu que serão mantidos todos os postos de trabalho nas bases operacionais e na sede da Map, em Manaus, mas adiantou que mudanças na marca poderão ocorrer. “Agora, com a compra concluída, vamos começar a pensar nessas coisas”, concluiu.

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