KLM realiza primeiro voo comercial com querosene sustentável

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Jeroen Kok, capitão e piloto de engenharia do Boeing 737; Pieter Elbers, CEO da KLM; e Roland Spelt, gerente de projeto da Shell
Jeroen Kok, capitão e piloto de engenharia do Boeing 737; Pieter Elbers, CEO da KLM; e Roland Spelt, gerente de projeto da Shell
Pela primeira vez no mundo, um voo de passageiros parcialmente operado com querosene sintético produzido de forma sustentável foi realizado. O feito ocorreu na Holanda pelas asas da KLM, em parceria com a Shell. O anúncio foi feito hoje (8), durante a conferência internacional sobre Combustíveis Sustentáveis Sintéticos de Aviação (SAF), em Haia. Políticos europeus, legisladores, representantes da comunidade empresarial, a indústria da aviação e ONGs participaram da conferência.

"Estou orgulhoso de que a KLM operou o primeiro voo da indústria usando querosene sintético feito de fontes renováveis. A transição do combustível fóssil para alternativas sustentáveis é um dos maiores desafios da aviação. A renovação da frota contribuiu significativamente para a redução das emissões de CO2, mas o aumento da produção e o uso de combustível de aviação sustentável farão a maior diferença para a atual geração de aeronaves. É por isso que nos associamos a vários parceiros há algum tempo para estimular o desenvolvimento de querosene sintético sustentável. Este primeiro voo mostra que isso é possível na prática e que podemos seguir em frente", disse o CEO da KLM, Pieter Elbers.

O voo operado pela KLM partiu do aeroporto Schiphol de Amsterdã para Madri no mês passado, e foi realizado com uma mistura de 500 litros de querosene sintético sustentável produzido pela Shell em seu centro de pesquisa em Amsterdã. A Holanda é um dos países da Europa que visam liderar e impulsionar o desenvolvimento e a aplicação de combustíveis sustentáveis de aviação para tornar o setor mais sustentável. O país quer estimular o estudo e a aplicação para que as companhias aéreas europeias possam voar inteiramente com combustível sustentável até 2050.

"Tornar a aviação mais sustentável é um desafio internacional que enfrentamos juntos. Hoje estamos dando um grande passo no novo capítulo da aviação. Esta inovação promissora será de grande importância nas próximas décadas para reduzir as emissões de CO2 da aviação. É ótimo que na Holanda tenhamos sido os primeiros a mostrar que isso é possível: parabenizo a todos os envolvidos. Espero que, nestes tempos turbulentos para a aviação, isso inspire as pessoas do setor a continuar neste curso", ressaltou a ministra de Infraestrutura e Gestão da Água da Holanda, Cora van Nieuwenhuizen.
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