Demanda global por viagens aéreas cresce 5,3% e atinge recorde em 2025; Brasil é destaque
Brasil cresceu 11,1% em demanda, 9,3% em capacidade e 1,4 ponto percentual em ocupação em 2025

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou os resultados do desempenho do mercado aéreo de passageiros para o ano de 2025, mostrando uma demanda recorde.
A demanda total global, por exemplo, aumentou 5,3% em comparação com 2024. A capacidade total, por sua vez, cresceu 5,2% em 2025, enquanto a taxa de ocupação atingiu 83,6%, um aumento de 0,1 ponto percentual e um recorde para o tráfego anual.
A demanda internacional para o ano de 2025 aumentou 7,1% em comparação com 2024, e a capacidade cresceu 6,8%. A taxa de ocupação internacional para o ano foi de 83,5%, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a 2024. Este também foi um recorde para a ocupação internacional.
A demanda doméstica para o ano de 2025, por sua vez, aumentou 2,4% em comparação com o ano anterior, enquanto a capacidade expandiu 2,5%. A taxa de ocupação média para o ano completo foi de 83,7%, uma queda de 0,1 ponto percentual em comparação com 2024.
Em 2025, a demanda por viagens aéreas cresceu 5,3%, com a demanda internacional aumentando 7,1% e a doméstica 2,4%. Segundo a Iata, isso alinha o crescimento do setor aos padrões históricos após a robusta recuperação pós-Covid. O forte e contínuo aumento da demanda destaca dois desafios principais: a descarbonização e a cadeia de suprimentos.
“É vital que 2025 se mostre o ponto mais baixo da crise na cadeia de suprimentos e que 2026 marque uma recuperação. Cada nova aeronave significa uma frota mais silenciosa e limpa, com mais capacidade e opções de voo do que em qualquer outro momento da história, que é o que as companhias aéreas e seus clientes desejam”, disse Willie Walsh, diretor geral da Iata.
Brasil e América Latina

As companhias aéreas da América Latina registraram alta de 8,6% no tráfego em 2025, em comparação com o ano de 2024. Já a capacidade anual subiu 10,2% e a taxa de ocupação caiu 1,2 ponto percentual, para 83,6% (a maior queda na taxa de ocupação entre todas as regiões).
A demanda doméstica anual, por sua vez, atingiu recordes históricos em número de passageiros e taxas de ocupação. O crescimento desacelerou em comparação com a forte recuperação de 2024. O destaque em termos de demanda doméstica para 2025 foi o Brasil, com um aumento de 11,1% em relação a 2024.
Com 1,2% de participação de share regional em âmbito global, o Brasil cresceu 11,1% em demanda, 9,3% em capacidade e 1,4 ponto percentual em ocupação, chegando a 83,3%.