Etihad reduz tarifas em até 50% para sustentar ocupação em meio à crise no Oriente Médio
Companhia registrou queda na demanda após início dos conflitos entre Israel, Irã e EUA

A Etihad Airways reduziu suas tarifas em até 50% como resposta à guerra no Oriente Médio, que provocou uma forte queda na demanda por viagens aéreas na região.
A companhia aposta que os descontos expressivos vão estimular os passageiros a antecipar reservas e ajudar a preencher os voos de julho ainda até o fim de junho, na expectativa de que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já tenha diminuído até lá.
As tarifas são ainda mais baixas para passageiros da Etihad que partem de cidades da Europa continental – cerca de 10% inferiores – já que o aeroporto de Heathrow, principal base da companhia no sul da Inglaterra, tem as taxas aeroportuárias mais altas da Europa, custos que acabam sendo repassados aos clientes.
O Departamento de Estado dos EUA classifica atualmente os Emirados Árabes Unidos no Nível 3 – “reconsidere a viagem” – citando riscos relacionados a conflitos armados, ameaças de drones e mísseis, além de possíveis interrupções em voos comerciais. Já o Reino Unido recomenda evitar todas as viagens ao destino, exceto as consideradas essenciais.
Não há indícios de que a Emirates, companhia aérea sediada em Dubai, ou a Qatar Airways, sua concorrente mais próxima, seguirão o exemplo da Etihad em relação aos preços.