Pedro Menezes   |   27/07/2026 09:28
Atualizada em 27/07/2026 10:29

Anac diz que Voepass fornecia informações falsas durante fiscalizações de rotina

Tiago Faierstein disse que a Voepass apresentava documentos informando que manutenções tinham sido feitas

Divulgação/Guilherme Dotto
Voepass apresentava documentos informando que manutenções haviam sido realizadas, quando, na realidade, os reparos não tinham sido executados
Voepass apresentava documentos informando que manutenções haviam sido realizadas, quando, na realidade, os reparos não tinham sido executados

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que foi induzida ao erro pela Voepass Linhas Aéreas nas fiscalizações que eram realizadas antes do acidente com o voo 2283 em agosto de 2024. Segundo a agência, a companhia fornecia informações falsas durante as fiscalizações de rotina.

A declaração é do diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, após a divulgação do relatório final do Cenipa, que apontou falhas da Anac como um dos fatores contribuintes para a tragédia. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, Faierstein afirmou que a Voepass apresentava documentos informando que manutenções haviam sido realizadas, quando, na realidade, os reparos não tinham sido executados.

"Muitas das informações que a empresa nos enviava eram informações falsas", declarou o presidente da Anac, acrescentando que o corpo técnico da agência baseou parte de suas decisões em documentos que "não eram verdadeiros", complementou.

Em nota oficial, a Anac informou também que analisará detalhadamente as recomendações feitas pelo Cenipa relacionadas às suas atribuições e terá até 120 dias para concluir essa avaliação técnica. Segundo a agência, o objetivo é estudar as conclusões da investigação e definir quais medidas poderão ser adotadas para reforçar a segurança operacional.

A Anac reiterou que as investigações do Cenipa têm caráter preventivo e não buscam atribuir culpa, mas identificar fatores que contribuíram para o acidente e formular recomendações para evitar ocorrências semelhantes.

A agência também lembrou que suspendeu as operações da Voepass em março de 2025 e cassou definitivamente o Certificado de Operador Aéreo (COA) da empresa em junho do mesmo ano, após concluir que a companhia não havia sanado irregularidades identificadas durante as fiscalizações.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.