Latam aposta em eficiência e conforto do E2 para chegar a novos mercados
Modelo permitirá atender localidades com menor demanda e conectar destinos regionais aos principais hubs

A chegada dos Embraer E195-E2 à frota da Latam representa uma oportunidade de ampliar a presença da companhia em mercados de menor densidade e aumentar a conectividade no Brasil. O novo modelo, que terá seu primeiro voo comercial no final de novembro, também deve contribuir para reduzir custos operacionais e melhorar a experiência dos passageiros, segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier.
A Latam já recebeu duas unidades do modelo e, segundo Cadier, receberá a terceira nesta quarta-feira (4). O cronograma de entregas está sendo mantido pela Embraer, e o primeiro voo comercial está previsto para o final de novembro, apenas 13 meses após o fechamento do contrato.
"Esta será a entrada em serviço mais rápida de uma aeronave narrowbody que já existiu no mercado, porque foram 13 meses entre o fechamento do contrato e o primeiro voo comercial"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
O executivo ressaltou que a introdução do E195-E2 representa uma mudança significativa na operação da companhia, que precisará preparar novas tripulações, mecânicos e equipes qualificadas para trabalhar com o modelo. Também será necessário adaptar a operação em aeroportos de cidades menores, com características diferentes das localidades atendidas atualmente pela empresa.
Por outro lado, a aeronave oferece vantagens importantes em um cenário de combustível mais caro. Com maior eficiência no consumo, o E195-E2 deve contribuir para manter os custos operacionais da Latam em níveis competitivos.
“Ele traz um diferencial competitivo do lado de consumo e também traz um produto bastante adequado ao nosso passageiro. São voos menos densos, sem assento do meio. Uma configuração 2-2 tende a ser uma configuração com maior satisfação do passageiro, já que ou você está no corredor ou está na janela”, explica Cadier.
Expansão da conectividade
O E195-E2 também permitirá à Latam repensar a distribuição de sua malha aérea, tanto na abertura de novas rotas quanto no aumento de frequências em mercados nos quais já opera. Por ser uma aeronave de menor capacidade, o modelo é considerado adequado para atender localidades com demanda menos concentrada e oferecer mais opções de horários ao longo do dia.

Cadier citou como exemplo a possibilidade de conectar passageiros internacionais, que chegam ao Brasil por meio de hubs como Guarulhos, a destinos com demanda turística e corporativa. Entre os mercados mencionados estão cidades ligadas ao agronegócio, como Rondonópolis (MT), e à indústria de petróleo e gás, como Macaé (RJ).
O executivo também destacou que as primeiras 24 aeronaves previstas no plano de incorporação já chegam com conectividade à internet e uma proposta de produto premium, alinhada aos investimentos da companhia em experiência do passageiro.
“Estou muito animado com o recebimento do E2”, afirma Cadier, que também ressaltou o conforto e o baixo nível de ruído da aeronave durante o voo.