INVESTIMENTOS

Secretário de Aviação prepara concessão de 12 aeroportos

Divulgação/Ministério Infraestrutura
Ronei Saggioro Glanzmann buscará ainda desenvolver aviação regional e novos acordos de céus abertos, incluindo uma ampliação do número de voos para Argentina
Ronei Saggioro Glanzmann buscará ainda desenvolver aviação regional e novos acordos de céus abertos, incluindo uma ampliação do número de voos para Argentina

Recém-nomeado secretário da Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Saggioro Glanzmann assumiu o posto tendo em mente o seu primeiro grande desafio no cargo: mais uma rodada (a quinta) de concessão de aeroportos nacionais à iniciativa privada.

Em entrevista exclusiva à PANROTAS, Glanzmann descreveu os benefícios da concessão e como ela se dá, desde o início do estudo de investimentos, despesas e receitas da possível concessionária até o leilão de fato, um processo que leva aproximadamente 18 meses.

E embora seja a principal, a concessão de aeroportos está longe de ser a única missão do novo secretário da Aviação Civil. O desenvolvimento da malha aérea regional é um de seus focos para a gestão, com a ajuda da abertura ao capital estrangeiro na aviação.

Entra na sua pauta ainda negociações de céus abertos com outras nacionalidades, com destaque a Argentina, para onde o número de voos já bateu o limite do acordo binacional, e precisa ser expandido para aumentar o Turismo entre os dois países.

Confira abaixo, na edição 1359 da Revista PANROTAS, a entrevista completa com Ronei Glanzmann (páginas 6 e 7):





AEROPORTOS CONCEDIDOS

Separados por regiões e marcada para 15 de março, a quinta rodada concessão envolve a concessão de 12 aeroportos, divididos em três blocos: Nordeste, com Recife, Maceió, Aracaju, Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa e Campina Grande (PB); Sudeste, com os terminais de Vitória e Macaé (RJ); e Centro-Oeste, onde os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso, serão concedidos.

No bloco Nordeste, o valor mínimo será de R$ 171 milhões, com previsão de outorga de R$ 1,7 bilhão e investimento total previsto em R$ 2,15 bilhões. No Sudeste, os dois aeroportos terão valor mínimo de outorga de R$ 47 milhões, e total em R$ 435 milhões, incluindo a outorga inicial e a arrecadação com variáveis; o investimento total previsto é de R$ 592 milhões. No Centro-Oeste, enfim, a outorga à vista será de R$ 800 mil, e a total, de R$ 9 milhões. O investimento estimado é de R$ 771 milhões.

Após a quinta rodada, terá início os estudos para a sexta rodada de concessão de aeroortos à iniciativa privada, com leilão previsto para o segundo semestre de 2020; a sétima e última rodada , que envolverá Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP), deve ter acontecer apenas em 2022.
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