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Aviação teve mais acidentes em 2018, mas segurança aumentou

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) divulgou seu relatório anual sobre a segurança na aviação nesta quinta-feira (21) e, apesar de 2018 ter apresentado mais acidentes e vítimas fatais do que em 2017, os índices acumulados dos últimos seis anos evidenciaram que voar é cada vez mais seguro, pelo menos a bordo das companhias associadas e reguladas pela entidade global.

No último ano, a aviação comercial registrou 62 acidentes, sendo 11 deles fatais, totalizando 523 mortes. As companhias aéreas responsáveis pelos maiores números de vítimas foram: Saratov Airlines (Rússia), Iran Aseman Airlines (Irã), US Bangla Airlines (Bangladesh), Cubana de Aviación (Cuba) e Lion Air (Indonésia). Destas, apenas as duas últimas contam com a Auditoria de Segurança Operacional da Iata (IOSA) em vigor.

Reprodução/Twitter
Em julho, acidente de avião da Aeromexico com 103 passageiros não causou vítimas fatais
Em julho, acidente de avião da Aeromexico com 103 passageiros não causou vítimas fatais
Em 2017, apenas 19 pessoas morreram em acidentes aéreos, o que garantiu um recorde histórico para a aviação internacional. Porém, apesar do desagradável salto estatístico de um ano para outro, a tendência segue sendo de melhora. Em 2018, a taxa de acidentes a cada um milhão de voos foi de 1,35. Já no acumulado de 2013 a 2017, tal índice foi de 1,79.

“No último ano, cerca de 4,3 bilhões de pessoas viajaram em segurança pelo planeta em mais de 46,1 milhões de voos. Mesmo 2018 não tendo sido extraordinário como 2017, voar está cada vez mais seguro. Se ainda tivéssemos os mesmos índices de 2013, por exemplo, ano passado teríamos 109 acidentes ao invés de 62, sendo 18 deles fatais”, ponderou o CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

Os dados da Iata mostraram que, em média, acidentes ocorreram a cada 740 mil voos ao longo de 2018. No caso de aviões com propulsão a jato, os números foram ainda mais tranquilizadores, com um acidente a cada 5,4 milhões de voos. Antes, no acumulado entre 2013 e 2017, eram necessários 3,4 milhões de voos para que um acidente fosse registrado.

“Voar continua sendo a maneira mais segura de viajar longas distâncias. Segundo nossos dados, em média, um passageiro pode pegar um voo todos os dias, por 241 anos, antes de experimentar um caso de acidente fatal a bordo. Mesmo assim, continuamos comprometidos em tornar todos os voos seguros no futuro”, completou Juniac.

Entre as regiões do planeta, a África subsaariana foi a que mostrou o melhor desenvolvimento nos últimos anos, diminuindo seu índice de acidentes de 6,8 a cada milhão de voos entre 2013 e 2017 para 2,71 em 2018.

Para ler o relatório completo da Iata, clique aqui.
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