Pedro Menezes   |   20/03/2026 09:29

Demanda por viagens aéreas mais que dobrará até 2050, revela Iata

Segundo Associação Internacional do Transporte Aéreo, ritmo de crescimento será desigual entre as regiões

Divulgação/Inframérica
Embora a demanda de longo prazo permaneça robusta, a taxa de crescimento está se moderando gradualmente
Embora a demanda de longo prazo permaneça robusta, a taxa de crescimento está se moderando gradualmente

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (Iata) divulgou suas Projeções de Demanda de Longo Prazo para o transporte aéreo de passageirtos, com destaque para uma demanda global que deve mais do que dobrar até 2050.

De acordo com a associação, o estudo é baseado em crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, transição energética global e desenvolvimento da capacidade de oferta do transporte aéreo.

“As perspectivas para as viagens aéreas são positivas. As pessoas querem viajar e, em todos os cenários que modelamos, espera-se que a demanda por viagens aéreas mais que dobre até meados do século. Isso é uma boa notícia para o desenvolvimento econômico e social global, porque a alta da aviação catalisará oportunidades, incluindo empregos, em todo o mundo”

Willie Walsh, diretor-geral da Iata

O ritmo de crescimento será desigual entre as regiões. Neste caso, Ásia-Pacífico e África devem ser as regiões de crescimento mais rápido entre 2024 e 2050, com taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 3,8% e 3,6%, respectivamente. Europa e América do Norte devem crescer mais lentamente (2,5% e 2,8%).

O relatório identificou ainda os mercados conectados de crescimento mais rápido: intra-África (4,9%), África-Ásia-Pacífico (4,5%), Ásia-Pacífico-Oriente Médio (3,9%), intra-Ásia-Pacífico (3,9%) e África-América do Norte (3,8%).

Tendências Globais de Longo Prazo

Duas tendências de longo prazo identificadas no relatório merecem destaque:

  • O estudo confirma que a pandemia provocou uma mudança estrutural permanente na demanda global por aviação. Diferentemente de crises anteriores, o colapso sem precedentes criou uma lacuna persistente que não deve convergir novamente para a tendência pré-pandemia alinhada ao crescimento do PIB até 2050, mesmo no cenário de crescimento mais elevado.
  • Embora a demanda de longo prazo permaneça robusta, a taxa de crescimento está se moderando gradualmente. A análise histórica mostra que o crescimento médio anual desacelerou de 6,1% de CAGR entre 1972 e 1998 para 4,5% de CAGR entre 1998 e 2024. O cenário central para 2024–2050 projeta uma desaceleração adicional para 3,1% de CAGR, refletindo a maturidade dos mercados.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.