Pandemia afetou eventos de 98% das empresas, diz pesquisa

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Product Schol/Unsplash
Na média, o índice de cancelamento representa quase o dobro das remarcações, diz o estudo
Na média, o índice de cancelamento representa quase o dobro das remarcações, diz o estudo
Numa pesquisa realizada em parceria com o Sebrae, Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras) e Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) mostram o impacto da pandemia do coronavírus no setor de eventos. De acordo com o relatório, das mais de 2,7 mil empresas entrevistadas, 98% disseram ter eventos impactados de alguma maneira pelos efeitos do vírus.

Em muitos casos essa reuniões e congressos foram canceladas. Diante dessa situação, 35% optou pela negociação de crédito para utilização posterior, 34% devolveu recursos para o contratante ou fornecedores, 16% alegaram ainda não ter recebido antecipação de pagamentos e outros 16% encontraram outra solução.

Na média, segundo aponta a pesquisa que foi realizada entre 14 e 22 de abril, o índice de cancelamento representa quase o dobro das remarcações.

AÇÕES PÚBLICAS
As empresas de eventos também foram perguntadas sobre as medidas do governo e como elas atenderam o segmento. A maior parte dos entrevistados respondeu que esperavam empréstimos sem juros e redução de impostos e taxas como ações do poder público. Também foram citadas opções como aumento de linhas de crédito, negociações de prazos de empréstimos já concedidos, redução de tarifas de água e energia, ajuda no pagamento de salários e redução em alíquotas de importação.

Para a pergunta "Quanto tempo você estima que precisará para retomar os negócios após a suspensão do isolamento social?", 34% disseram que vão precisar de sete meses a um ano e 33,6% asseguraram que precisarão voltar em menos de seis meses. Mais de 23% alegaram precisar voltar imediatamente e 8,7% responderam de um a dois anos.

PERSPECTIVAS E AÇÕES
O horizonte também não parece otimista para o setor. Mais de 62% dos pesquisados disseram que seu faturamento foi reduzido de 76% a 100%; 9% alega ter tido sua receita diminuída de 51% a 75%. Mas há também quem aponte nenhuma alteração (8%) e quem relate ganhos no período (2%).

Sobre as atividades atuais, 30% diz trabalhar no aprimoramento da gestão, 25% está focado no fortalecimento da relação com o mercado, 17% na qualificação da equipe, 15% na adoção de novas tecnologias e 12% na preparação da empresa para adoção de ações sustentáveis.

Por fim, 64% dos pesquisados não prevê dispensar funcionários nos próximos três meses e 36% vai ter que abri mão de colaboradores.
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