Destinos destacam avanços e impacto econômico do enoturismo e gastronomia
São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais debateram o tema em Fórum realizado pela ONU Turismo

O potencial econômico do enoturismo tem dado resultados em diferentes destinos pelo País. Durante o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, realizado nesta quinta-feira (13), em São Paulo, representantes das agências de atração de investimentos de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais destacaram os avanços do segmento, a criação de novas rotas e os desafios para transformar o potencial da atividade em investimentos e desenvolvimento regional.
O painel que debateu o assunto contou com a participação de Ana Biselli, secretária de Turismo do Estado de São Paulo (em nome da InvestSP), Milena Pedrosa, presidente da Invest Minas, Eduardo Lorea, responsável pelo InvestRS em São Paulo, Vanja Hertcert, arquiteta de vinícolas, Juliana Mello, da Fortesec, José Vicente Ramos, da Artos Capital, e Juliana Bettini, do BID. A mediação foi de Daniel Nepomuceno, da ONU Turismo.
Em São Paulo, a estratégia passa pela estruturação de rotas capazes de organizar a oferta turística. Ana Biselli, secretária de Turismo de São Paulo, representando a InvestSP, destacou que o Estado trabalha a atividade a partir da identificação da vocação de cada região e da integração entre os municípios.
"A gente precisa compreender qual é a vocação daquele território para, a partir daí, desenhar o funcionamento de cada destino. Precisamos compreender se é economicamente viável e trabalhar isso a várias mãos. A nossa primeira rota foi lançada em 2024. É super recente mas já temos resultados positivos, que são mensurados pelo Centro de Inteligência"
Ana Biselli, secretária de Turismo de São Paulo, representando a InvestSP

Com dados, destaca Ana, é possível aprimorar a produção de informações para apresentar a possíveis investidores. "Ele toma essa decisão de forma bastante assertiva, entendendo os riscos e as oportunidades. E você nunca pode olhar apenas para um lado, porque, no final, enfrentamos um desafio no nosso setor de Turismo que é a escassez de capital para investimento. Mas precisamos olhar sempre para a viabilidade econômico-financeira. O negócio não é uma incorporação imobiliária: ele precisa se sustentar ao longo do tempo", disse.
Milena Pedrosa, presidente do Invest Minas, por sua vez, destacou que a diversificação da economia é uma estratégia importante para o desenvolvimento do País. No caso de Minas Gerais, a aposta envolve a combinação entre Turismo, gastronomia, patrimônio e produtos locais.
"Entendo que os investimentos vão vir cada vez maiores para o setor e Minas Gerais está extremamente preparado para fazer isso e trabalhar junto com todos. Acho que, trabalhando juntos, principalmente na inovação e na tecnologia, podemos avançar bastante", apontou ela no painel.
No Rio Grande do Sul, a primeira etapa de desenvolvimento do enoturismo já foi concluída. Agora, o destino começa a observar novos desafios. Segundo Eduardo Lorea, responsável pelo InvestRS, o Estado já possui uma demanda consolidada por experiências relacionadas ao vinho, o que exige atenção à preservação dos territórios que fazem parte dessa oferta turística.
O especialista também citou investimentos recentes em empreendimentos turísticos e de produção de vinhos, além do avanço do cicloturismo associado ao vinho, também destacando a diversificação das experiências como uma parte importante no desenvolvimento.