Eduardo e Mônica vira filme e impulsiona Turismo em Brasília

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Cena do casal, vivido por Gabriel Leone e Alice Braga, no Parque da Cidade
Cena do casal, vivido por Gabriel Leone e Alice Braga, no Parque da Cidade
Eles se encontraram no Parque da Cidade, a Mônica de moto e o Eduardo de “camelo”. A linguagem metafórica usada por Renato Russo na canção Eduardo e Mônica, do segundo disco da Legião Urbana, remete a um dos locais mais visitados em Brasília. “Camelo” é uma gíria brasiliense que identifica bicicleta, desde os anos 1980, época em que se baseia o filme do diretor Renê Sampaio, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (20). Os protagonistas são vividos por Gabriel Leone e Alice Braga.

Várias locações do filme estão na Rota Brasília Capital do Rock, lançada em 2021 e que mapeou 42 locais por onde a banda passou ou frequentava. Uma cena do filme remete à infância da atual geração 50+ de Brasília: Eduardo e Mônica brincam na cúpula da Câmara, fazendo sombras de bichos gigantes, à noite. O Congresso Nacional é mostrado pela memória afetiva dos fãs de Legião Urbana que cresceram na cidade.

Além da Esplanada dos Ministérios, que está apresentada aos visitantes por meio da Rota Cívica lançada pela Setur-DF, um outro lado da cidade surge no filme. Um deles são os cubos (“quadradinhos”) de Athos Bulcão que decoram as laterais do Teatro Nacional. A larga pista do Setor Militar Urbano e a arquitetura do Comando Militar do Planalto servem de malha para Eduardo e Mônica passearem de moto. E ainda há o laguinho do Bloco F da 308 Sul, a quadra modelo que acaba de integrar o Distrito Cultural ligado à revitalização da W-3 Sul, com o paisagismo criado por Burle Max.

Divulgação/Agência Brasília
A cúpula da Câmara surge em uma das cenas do filme
A cúpula da Câmara surge em uma das cenas do filme
Eixo monumental e eixo rodoviário, Asa Norte, Universidade de Brasília, Colina, Lago Norte, SMU, Zona Rural, Rota do Cavalo, Teatro Nacional, 308 Sul, Rodoviária do Plano Piloto, piscina do Defer, plantações do PA-DEF, Buraco do Tatu, Praça dos Cristais e a Chapada dos Veadeiros. O filme permeia locações utilizadas pelos jovens brasilienses, desde os anos 1980, para buscar diversão cultural e social.

“Somente pela frase da canção já identificamos características e locais que revelam uma Brasília humana e turística”, observa a secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça. Para ela, o filme vai repercutir ainda mais a canção e levar Brasília a uma imensa legião de fãs que podem se sentir atraídos pela capital e programar uma visita. “Vários filmes, músicas e livros são instrumentos de incentivo e estímulo de viajantes a destinos específicos”, complementa a secretária.
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