Pedro Menezes   |   31/07/2026 10:19

Justiça Federal mantém suspensão das obras da tirolesa no Pão de Açúcar (RJ)

Desembargador afirma que impactos ambientais decorrentes do corte de rochas seriam permanentes

Alexandre Macieira
Parque Bondinho afirmou que interrupção das obras pode causar prejuízos ao Turismo e gerar insegurança jurídica ao desconsiderar manifestações técnicas favoráveis ao empreendimento
Parque Bondinho afirmou que interrupção das obras pode causar prejuízos ao Turismo e gerar insegurança jurídica ao desconsiderar manifestações técnicas favoráveis ao empreendimento

A Justiça Federal negou o pedido do Parque Bondinho Pão de Açúcar para suspender os efeitos da decisão que determinou a paralisação das obras de construção da tirolesa no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A decisão é do desembargador Luiz Norton Baptista de Mattos, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Com isso, permanece em vigor a determinação que suspende as intervenções e obriga a concessionária a apresentar um plano de recuperação da área degradada. A medida valerá até o julgamento do recurso apresentado pela empresa, que ainda não tem data definida.

Ao solicitar o efeito suspensivo, o Parque Bondinho argumentou que o projeto da tirolesa atende à legislação vigente e conta com pareceres favoráveis dos órgãos técnicos responsáveis pelo licenciamento e fiscalização. A empresa também sustentou que a interrupção das obras pode causar prejuízos ao Turismo e gerar insegurança jurídica ao desconsiderar manifestações técnicas favoráveis ao empreendimento.

Na decisão, porém, o desembargador entendeu que não houve comprovação de que o adiamento da inauguração provocaria dano irreparável à empresa. Segundo ele, eventuais prejuízos econômicos podem ser reparados posteriormente, enquanto os impactos ambientais decorrentes do corte de rochas são permanentes. O magistrado destacou que "o corte de rochas é irrecuperável".

As obras da tirolesa tiveram início em setembro de 2022. O projeto prevê a instalação de quatro linhas paralelas ligando o Morro da Urca ao Pão de Açúcar, em um percurso de 755 metros, com velocidade de até 100 km/h. Desde o anúncio, a iniciativa é alvo de questionamentos de moradores e entidades, que alegam falta de amplo debate público sobre os impactos ambientais e paisagísticos.

Em nota, o Parque Bondinho Pão de Açúcar afirmou que sempre conduziu o projeto em conformidade com a legislação e sob acompanhamento dos órgãos competentes. A concessionária reiterou sua confiança na reversão da decisão de primeira instância pelo TRF-2, o que, segundo a empresa, permitirá a continuidade do projeto.

Com informações da Band NewsTV.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.