Respeito orientou retomada da Costa Cruzeiros aos mares

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Maio começou com boas novas para a Costa Cruzeiros. No dia 1º, a companhia voltou a navegar pela Europa, iniciando uma sequência de minicruzeiros de três e quatro dias pelo Mediterrâneo Ocidental com o navio Costa Smeralda, passando por uma série de portos italianos. A viagem a bordo do Costa Smeralda, partindo de Savona, foi a primeira de uma série de voltas com datas e itinerários já agendados. Nessa sequência estão os retornos de Costa Luminosa e Costa Deliziosa, que navegarão pela parte oriental do Mediterrâneo, com saídas em 16 de maio e 26 de junho, respectivamente, e do Costa Firenze, que a partir de 4 de julho percorre portos da Itália.

Divulgação
O Costa Favolosa é um dos navios da empresa que estará na temporada brasileira
O Costa Favolosa é um dos navios da empresa que estará na temporada brasileira
Em setembro esse planejamento deve ser reforçado, com mais embarcações voltando aos mares, alcançando portos do Caribe e Dubai, e, em novembro, chega à América do Sul para o início da temporada na região. Por aqui são três navios: Costa Toscana, Costa Favolosa e Costa Luminosa - o primeiro fazendo sua estreia global e o terceiro vindo a partir de uma viagem Grand Cruise, de 51 noites.

O ritmo compassado desse retorno planejado pode ser visto como uma prova da maneira meticulosa com a qual a Costa decidiu lidar com a pandemia, seus efeitos e os caminhos para retomar os negócios. De acordo com o presidente executivo da Costa Cruzeiros para a América Central e do Sul, Dario Rustico, a palavra que orientou as ações da companhia no último ano foi: respeito. “Esse foi o termo que escolhemos para lidar com esse tempo”, reitera.

O executivo lembra que, de março do ano passado até agora, a empresa fez questão de preservar os postos de trabalho e tomar atitudes que visassem, em primeiro lugar, à preservação da saúde, tanto de hóspedes como de colaboradores. “Optamos pela paralisação voluntária dos cruzeiros quando a pandemia foi decretada e rapidamente começamos a atuar na repatriação dessas pessoas e depois na elaboração de processos que permitissem uma volta segura”, afirma o executivo.

PLANOS INALTERADOS
A conduta guiada pelo respeito, segundo Rustico, também pode ser vista na maneira com que a empresa escolhe olhar para o mercado. De acordo com o executivo, mesmo em tempos sem viagem a Costa não deixou de procurar entender os anseios do viajante para agir de acordo. Dessa observação nasceram as diretrizes que aos poucos devem modificar a for- ma como a companhia oferece viagens, enfatizando mais as opções de entretenimento, gastronomia e dando mais tempo de parada em portos para os viajantes.

“São decisões que já estavam no radar da empresa antes da pandemia e que continuaram sendo demandas dos viajantes. Isso vale também para o planejamento de expansão que tínhamos e que não foi alterado, tanto é que inauguramos o Costa Firenze durante a pandemia e ainda vamos inaugurar nosso maior navio, o Costa Toscana, este ano”, pontua o presidente executivo, destacando o navio que fará sua estreia mundial no Brasil.

PANROTAS / Emerson Souza
Dario Rústico, presidente executivo da Costa Cruzeiros para a América Central e do Sul
Dario Rústico, presidente executivo da Costa Cruzeiros para a América Central e do Sul
Ao mesmo tempo em que trabalhou para fazer cumprir os planos que já estavam delimitados antes de 2020, a Costa Cruzeiros aproveitou o tempo sem navios nos mares para modernizar o seu conceito de marca. “Concentramos os esforços para o desenvolvimento de uma marca que ressalte novos conceitos. Ainda não é possível falar muito, mas nos próximos meses devemos anunciar algumas mudanças”, antecipa o executivo.

PROTOCOLOS E VACINAÇÃO
Enquanto aguardava as autorizações para voltar a navegar, a direção da Costa Cruzeiros montou o Protocolo de Segurança da Costa, com ações de saúde e higiene projetadas especificamente para garantir a melhor experiência de férias com a máxima segurança.

A cartilha foi desenvolvida pela companhia marítima em colaboração com um grupo de cientistas independentes, especializados em Saúde Pública e coordenados pela V.I.H.T.A.L.I., braço da Universidade Católica de Roma. A realização desse trabalho foi fundamental para conseguir a autorização de retorno e é a base para a retomada das operações da empresa em todo o mundo.

Esse protocolo, entretanto, não faz menção às vacinas, que começaram a surgir no final de 2020. E embora muitas companhias do setor tenham optado por tornar a vacinação obrigatória para viajantes e tripulação de seus navios, na Costa esse fator ainda não é regra. “Tanto no Brasil como na Europa observamos um quadro onde as vacinas ainda são destinadas a grupos prioritários e não a toda a população. Por isso os números da vacinação ainda não são muito consideráveis e optamos por não ser esse um item obrigatório”, diz Rustico.

As viagens nos navios da empresa são, no entanto, resguardadas por uma série de testagens e de exames, sem os quais não é possível embarcar.

A entrevista com o presidente executivo da Costa Cruzeiros, as informações sobre a retomada das navegações da empresa e as perspectivas para a temporada brasileira esta na edição 1.470 da Revista PANROTAS que você pode ler a seguir.




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