Especial para o Portal PANROTAS Luiza Lorenzetti   |   09/03/2026 10:21
Atualizada em 09/03/2026 10:38

Cruzeiros da Costa atraem diferentes gerações — de clientes e agentes de viagens

Agentes de 28 e 80 anos refletem sobre as mudanças no perfil do passageiro marítimo


Luiza Lorenzetti
Natália Campos, da Viagens Sarah Campos, Vinicius Freitas, da Costa, Soraya Gili e José Luis Gili, da Trips and Tours
Natália Campos, da Viagens Sarah Campos, Vinicius Freitas, da Costa, Soraya Gili e José Luis Gili, da Trips and Tours

A bordo do famtour do Costa Toscana, da Costa Cruzeiros, duas trajetórias refletem a amplitude geracional do Turismo. De um lado, Natália Campos, de 28 anos, da Viagens Sarah Campos, de Belo Horizonte. De outro, o casal Soraya Gili, 65 anos, e José Luis Gili, 80 anos, representantes da Costa por meio da Trips and Tours, de Blumenau (SC).

O Portal PANROTAS conversou com eles para entender as mudanças no perfil do consumidor de cruzeiros, as novas formas de venda e o avanço do digital, que fazem com que o produto cruzeiro se adapte para atrair públicos diversos.

Mais de seis décadas de Turismo

José Luis Gili é experiente no mercado. “Comecei em 1963, tenho mais de 60 anos de Turismo.” Ele e Soraya atuam na Trips and Tours, que trabalha com a Costa Cruzeiros há quase três décadas. Ao longo desse tempo, o casal viu o perfil do cliente mudar e as agências ampliarem seus produtos, entre outras transformações impactantes às quais o setor foi submetido.

Segundo José, muitas das agências da sua região têm origem no transporte rodoviário, o que moldou o perfil de vendas durante anos: “Muitos dos nossos clientes são pessoas que já fizeram inúmeras excursões terrestres. As agências com as quais trabalhamos são donas, inclusive, de empresas de ônibus. Durante muito tempo venderam só rodoviário.”

Nos últimos anos, no entanto, os cruzeiros passaram a integrar com mais força esse portfólio: “De um tempo para cá eles descobriram os cruzeiros. E passaram a vender, diga-se de passagem, com muito sucesso.”

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Soraya Gili e José Luis Gili, da Trips and Tours
Soraya Gili e José Luis Gili, da Trips and Tours
Quem compra cruzeiros hoje

Na experiência dos profissionais, o público ainda é majoritariamente mais maduro. “Nosso público, na sua maioria, é 40+”, diz Soraya, que se surpreendeu com a quantidade de jovens a bordo do Costa Toscana.

Para ela, o perfil começa a se diversificar, impulsionado pelas mudanças na oferta de entretenimento a bordo: “Os navios estão oferecendo muito mais entretenimento para pessoas mais jovens também. Acho que isso já é um reflexo bastante grande.”

Hotel flutuante

Entre os fatores que levam o cliente a optar por um cruzeiro estão conforto, praticidade e segurança — características frequentemente destacadas pelos agentes de viagens.

“Você está num hotel flutuante por uma semana. Tem gastronomia, entretenimento e passeios terrestres”, conta Soraya.

A logística simplificada também pesa na decisão, explica José: “Na viagem terrestre você faz mala, desfaz mala, pega trânsito, aeroporto, conexão. No cruzeiro não. Tem o dia de embarque e o dia de desembarque e pronto.”

Essa dinâmica também amplia o acesso para públicos com diferentes perfis de mobilidade. “O navio proporciona conforto para pessoas que às vezes têm alguma restrição ou dificuldade de locomoção”, afirma Soraya.

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Natália Campos, da Viagens Sarah Campos, durante parada do Costa Toscana em Civitavecchia
Natália Campos, da Viagens Sarah Campos, durante parada do Costa Toscana em Civitavecchia
A visão da nova geração

Se os Gili representam uma geração que viu o Turismo organizado nascer, Natália Campos faz parte de um mercado já moldado pelo digital. Aos 28, ela trabalha há cinco anos no setor.

Na agência onde atua, o perfil do cliente que compra cruzeiros ainda é semelhante ao descrito pelos profissionais mais experientes: “Eu vendo cruzeiro principalmente para famílias e pessoas acima de 50 anos.”

Em muitos casos, o produto aparece como parte de um roteiro mais amplo. “Normalmente não é só o cruzeiro. Por exemplo: o cliente faz a Itália de carro e, no final, embarca num cruzeiro para não ficar tão cansativo”, conta.

Para ela, essa combinação entre viagem terrestre e cruzeiro funciona bem para ampliar a experiência do passageiro.

Jovens ainda descobrindo o produto

Na avaliação de Natália, o público jovem ainda está distante do cruzeiro, mas não necessariamente por falta de interesse. “A geração muito jovem costuma comprar as próprias viagens pela internet. Então muitas vezes eles nem recebem essa informação”, reflete.

Segundo ela, o produto ainda tem muito potencial de ser explorado para viajantes mais novos: “O cruzeiro em si é excelente para jovens. Tem festa, tem entretenimento, muita coisa acontecendo.”

Natália ainda aponta que uma das vantagens está no fato de que, entre um destino e outro, o cruzeiro oferece festas, ninguém precisa se preocupar em pegar carro, fora a facilidade em encontrar um grande grupo de amigos que, quando espalhados em uma cidade, pode ser difícil organizar a logística dos encontros.

Um produto em transformação

Apesar das diferenças geracionais, tanto entre os profissionais quanto entre os passageiros, o ponto de convergência está no potencial de crescimento do mercado.

Entre quem começou no Turismo há mais de seis décadas e quem representa uma nova geração, a avaliação é semelhante. O cruzeiro continua sendo um produto versátil, que pode atender perfis variados de viajantes e que ainda tem espaço para conquistar novos públicos.

A PANROTAS viaja a convite da Costa Cruzeiros.

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