Com fim do verão, viagens nos Estados Unidos desaceleram

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Aeroporto de Miami
Aeroporto de Miami
O fim do verão americano trouxe também uma desaceleração nas viagens e os índices apontam para uma estabilização ou mesmo queda em relação aos meses anteriores.

Os gastos com viagens na semana terminada em 26 de setembro totalizaram US$ 12,3 bilhões, um aumento de apenas 1% em relação à semana precedente, mas ainda assim um resultado menor que todas as seis semanas anteriores. A queda em relação à mesma semana de 2019 foi de 44%, um índice que se repete em oito das nove últimas semanas, sendo a exceção (-30%) a semana do feriado do Dia do Trabalho.

A indústria de Viagens e Turismo nos Estados Unidos já perdeu US$ 396 bilhões desde março.

Uma prova da desaceleração na curva de crescimento das viagens está no setor rodoviário. As viagens de carro ou ônibus vinham quase alcançando números pré-pandemia, com quedas de apenas um dígito, mas nas duas últimas semanas a diminuição chegou a 14%.

AÉREO
A quantidade de pessoas que passou pela segurança nos aeroportos chegou a 737 mil, o melhor número desde março, com exceção do feriado do Dia do Trabalho, mas ainda dentro de um patamar estável desde julho, com média de 70% de queda em relação ao ano passado. Ou seja, ainda não há confiança dos viajantes para quebrar essa barreira dos 700 mil.

Segundo estudo de tendências da ADARA para a US Travel Association, as reservas futuras de avião e hotel, que vinham consistentemente crescendo semana a semana desde julho, foram significativamente menores na última semana. Caíram de -54% na comparação ano a ano para -65% na última semana. As maiores quedas são para Nova York (-81%), Maryland (-76%), Massachusetts (-76%) e Louisiana (-74%).

INTERNACIONAL
As reservas internacionais para os Estados Unidos, que estavam em queda de 67% há três semanas, chegaram a uma diminuição de 84%, mostrando mais uma desaceleração que preocupa a indústria.

As chegadas internacionais nos EUA caíram 96,2% em agosto. Turistas do Canadá caíram mais ainda, 97%. E do México “apenas” 76%. Os mexicanos respondem por 75% de todos os turistas que visitam os Estados Unidos durante a pandemia. Esse índice era de 25% antes da crise.

VIAJAR MUDA A PERCEPÇÃO
Outra pesquisa, da Destination Analysts, também divulgada pela US Travel, mostra que a média dos americanos não se sente segura para viajar (27% apenas). Mas um ponto interessante é que aqueles que já viajaram depois da pandemia demonstram um índice três vezes superior aos dos que não viajaram (76%). Ou seja, a experiência com os protocolos e medidas das empresas de Turismo ajuda a dar confiança para novas viagens.

Esses viajantes também disseram que não foram repreendidos (por amigos ou familiares) por terem viajado, mas se sentiram um pouco culpados ao retornarem. Eles também disseram que estão priorizando empresas que demonstram tomar precauções extras durante a pandemia, como, por exemplo, manter ao assento do meio livre nas aeronaves.

VIAGENS CORPORATIVAS
Pesquisa da Engagious, na contramão do lazer, mostra que o número de pessoas dispostas a fazer uma viagem a trabalho nos próximos seis a 12 meses vem aumentando de forma consistente. Hoje o índice está em 60%. E 48% disseram que iriam a uma reunião eles mesmos se fosse preciso pegar um avião. E 43% iriam a uma grande convenção a partir de março de 2021.
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