Pedro Menezes   |   06/07/2026 14:20
Atualizada em 06/07/2026 17:32

EES: Portugal amplia controle para evitar longas filas no aeroporto de Lisboa

Expansão inclui novos e-gates e quiosques digitais em meio a desafios do sistema de controle europeu

Divulgação/ANA
A medida ocorre em meio aos desafios enfrentados por Portugal desde a entrada em vigor do novo sistema europeu
A medida ocorre em meio aos desafios enfrentados por Portugal desde a entrada em vigor do novo sistema europeu

Após meses de reclamações e longos tempos de espera diretamente ligados à implementação do Entry/Exit System (EES), o Aeroporto de Lisboa ampliou sua estrutura de controle de fronteiras em preparação para a alta temporada de verão europeu, que teve início na última semana.

A medida ocorre em meio aos desafios enfrentados por Portugal desde a entrada em vigor do novo sistema europeu, que substituiu os tradicionais carimbos nos passaportes por registros biométricos de viajantes de países de fora da União Europeia.

A ANA Aeroportos de Portugal anunciou o reforço da infraestrutura em conjunto com as autoridades responsáveis pelo controle migratório. A ampliação da área de fronteira inclui novos quiosques digitais e e-gates, elevando a capacidade do terminal para 34 postos de controle documental nas chegadas e 18 nas partidas, além de 31 e-gates nas chegadas e 18 nas partidas.

O reforço estrutural é acompanhado pela ampliação dos recursos humanos da Polícia de Segurança Pública (PSP), responsável pela operação de fronteiras nos aeroportos portugueses. A iniciativa ocorre em momento de elevada exigência operacional para os aeroportos do país.

Divulgação/ANA
O reforço estrutural é acompanhado pela ampliação dos recursos humanos da Polícia de Segurança Pública
O reforço estrutural é acompanhado pela ampliação dos recursos humanos da Polícia de Segurança Pública

Desde a implementação do EES, em outubro de 2025, passageiros têm enfrentado filas de várias horas, especialmente em Lisboa, principal porta de entrada internacional de Portugal. O sistema exige a coleta de dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial, aumentando o tempo na imigração.

As dificuldades operacionais geraram preocupação entre entidades do setor turístico português, que alertaram para possíveis impactos na experiência dos visitantes e na imagem do destino durante os períodos de maior movimento. Em resposta, o governo português já havia adotado medidas emergenciais, incluindo o reforço do efetivo da PSP e a utilização de mecanismos previstos pela regulamentação europeia que permitem suspender temporariamente a recolha de dados biométricos em situações de grandes transtornos.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.