ECONOMIA E POLÍTICA

CNC projeta alta de 1,6% na receita do setor de serviços

Flickr/Maitre Yoda
Projeção da CNC está baseada no mais recente resultado da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE
Projeção da CNC está baseada no mais recente resultado da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE
Baseada no mais recente resultado da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgou hoje (12) a projeção crescimento de 1,6% na receita real do setor de serviços para 2019. Caso seja confirmada, a previsão da CNC representa o primeiro avanço anual desde 2014 (+2,5%). Os números analisados para a projeção mostram que o volume de receitas do setor se manteve estável em maio, na comparação com abril, descontados os efeitos sazonais. Desde dezembro de 2018, o setor não ficava dois meses consecutivos sem registrar quedas.

Atualmente, o volume mensal de receitas do setor de serviços ainda se encontra 11,8% abaixo do pico de atividade, em janeiro de 2014. Na comparação anual, o volume de receitas teve alta de 4,8%, mas essa base de comparação foi afetada pela greve dos caminhoneiros em 2018, quando a queda mensal foi de 4,8% na passagem de abril para maio.

Para a CNC, a atividade econômica deve ganhar um pouco mais de fôlego na segunda metade do ano. "O encaminhamento favorável à aprovação da reforma da Previdência deverá abrir mais espaço na agenda do governo para a adoção de medidas de estimulem a economia no curto prazo", comenta Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

SEGMENTOS E REGIÕES

Pelo segundo mês seguido, o subsetor de transportes se destacou negativamente, tendo queda mensal de 0,6%. Já os serviços de informação e comunicação apresentaram a maior taxa de crescimento mensal em maio (+1,7%), resultado que compensou a perda acumulada de 1,6% no primeiro trimestre do ano.

A comparação entre os cinco primeiros meses de 2019 e o mesmo período de 2018 mostra avanço médio de 1,4% nos serviços, o melhor resultado nessa base comparativa desde 2014. Onze das 27 unidades da Federação apuraram crescimento nos cinco primeiros meses do ano, sobressaindo os Estados de São Paulo (+4,9%), Santa Catarina (+4,2%), Amazonas e Maranhão (os dois últimos com +3,4%).
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