ECONOMIA E POLÍTICA

Confiança do empresário tem queda em agosto


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Apesar de queda, números apresentam cenário melhor que 2018, segundo a CNC
Apesar de queda, números apresentam cenário melhor que 2018, segundo a CNC
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 114,9 pontos no mês de agosto, com recuo de 1% em relação a julho. Foi o quinto mês consecutivo de queda, mas houve uma alta de 10,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Todos os subíndices apresentaram queda mensal, sendo o referente às condições atuais da economia o principal destaque negativo, com 88,1 pontos, único abaixo da zona de satisfação de 100 pontos e maior variação negativa do mês (-1,5%).

“A economia ainda apresenta um ritmo fraco de crescimento e os consumidores seguem cautelosos”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “Isso afeta a confiança dos empresários, principalmente em relação ao quadro atual. Mas as expectativas seguem em níveis elevados, mostrando que o comércio vê uma melhora no cenário de mais longo prazo.”

Apesar de ter sido o foco negativo do Icec de agosto, o subíndice que mede a percepção quanto às condições atuais da economia do empresário do comércio (Icaec) avançou 20,9% diante de agosto de 2018, evidenciando uma melhora expressiva do cenário atual em relação ao ano passado, segundo a CNC.

EXPECTATIVAS E INVESTIMENTOS

O subíndice referente às expectativas (IEEC) foi o maior dentre os demais que compõem o Icec: 156,3 pontos, mesmo com uma retração de 1,4%. Ainda que o resultado tenha sido negativo no curto prazo, na comparação com o ano passado os empresários mostraram uma percepção mais favorável, 7,9% melhor.

Já o subíndice sobre intenções de investimento (IIEC) obteve uma variação negativa menos intensa do que a verificada no mês passado, de -0,3% contra -1,1%, além de também ter sido a menor dentre os subíndices do mês. A tendência positiva na comparação com agosto de 2018 manteve-se com alta de 7,5%.

“A maioria dos varejistas (65,4%) ainda mantém planos de contratação para os próximos meses, maior do que a proporção do mês anterior, quando foi de 64,2%”, afirma a economista da CNC, Catarina Carneiro da Silva. Ela observa que essa foi a única variação mensal positiva em agosto dentre todos os quesitos, tendo também a maior variação anual do subíndice (10,1% superior).

“Ao mesmo tempo, o percentual de empresários relatando nível de estoque abaixo do adequado nos seus estabelecimentos comerciais (15,6%) aumentou pelo quarto mês seguido, um indício de que eles podem estar mais pessimistas do que deveriam em relação a sua capacidade de venda.”
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