CNC aumenta previsão de retração dos serviços em 2020

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A ainda lenta recuperação dos serviços fez com que a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) voltasse a prever uma retração de 5,9% no volume de receitas do setor em 2020. A estimativa tem como base os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de agosto, divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE.

O percentual de redução previsto pela CNC já havia sido apontado pela entidade há três meses, a partir da PMS de maio. A previsão imediatamente anterior era de -5,6%.

De acordo com a PMS, o volume de receitas dos serviços cresceu em agosto (+2,9%), em relação a julho, já descontados os efeitos sazonais. Foi o terceiro avanço consecutivo do setor, que chegou a acumular retração de 19% entre março e maio deste ano.

Reprodução Youtube Secult
Turismo registrou alta de 19,3% em agosto: quarto crescimento consecutivo
Turismo registrou alta de 19,3% em agosto: quarto crescimento consecutivo
Na comparação com agosto de 2019, houve variação negativa (-10%) pelo sexto mês consecutivo. Todos os grupos de atividades registraram crescimento, com destaque para os transportes, que avançaram pelo quarto mês seguido (+3,9%), e para os serviços prestados às famílias (+33,3%), que haviam apresentado recuo na última pesquisa.

“Não há dúvida de que os serviços foram os mais afetados pela queda do nível de atividade ao longo da pandemia do novo coronavírus, sobretudo quando comparados ao volume de vendas do comércio varejista e da produção industrial”, afirmou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

TURISMO
Um dos segmentos mais afetados pela crise, o Turismo registrou em agosto a quarta alta mensal seguida (+19,3%), segundo a PMS. No entanto, o nível de atividade do setor ainda se encontra 48% abaixo do verificado no primeiro bimestre de 2020, antes da pandemia.

A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o Turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões. “A tendência é de que o faturamento real do setor encolha 36,7% neste ano, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia somente no terceiro trimestre de 2023, apesar das perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses”, afirma o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

Os Estados de São Paulo (R$ 74,86 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 30,33 bilhões), principais focos do coronavírus no País, concentram mais da metade (50,6%) do prejuízo nacional.
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