Brasil desiste de cobrar reciprocidade em viagens à Argentina

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PANROTAS / Filip Calixto
Gilson Machado Neto, ministro do Turismo
Gilson Machado Neto, ministro do Turismo

O governo brasileiro garante que não adotará reciprocidade dos turistas que vão à Argentina. O país vizinho cobra um acréscimo de até 30% das transações em cartão de crédito dos argentinos no Exterior, taxa essa que o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, considera "vergonhosa" e assegura que não será replicada por nosso governo, apesar de tê-lo cogitado neste ano, em reunião com o ministério da Economia.

"Não vamos nos rebaixar ao nível que a Argentina chegou e portanto não vamos cobrar nada", afirmou o ministro do Turismo. "Diferentemente da Argentina, Jair Bolsonaro decidiu que não restringirá nenhum direito à mobilidade dos cidadãos. É uma vergonha que a Argentina imponha um imposto a seus cidadãos por viajar", completou.

"Chegamos a cogitar a cobrança da reciprocidade, mas, como gesto democrático, desistimos de impor ao brasileiro uma taxa sobre seus gastos em cartão de crédito para viajar a outro país, especialmente um vizinho e membro do Mercosul, onde o livre fluxo está garantido", declarou Machado Neto.

A respeito disso, o ministro do Turismo da Argentina, Matías Lammens, e o embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, explicaram as autoridades brasileiras que estas políticas não eram "nem contra as viagens e tampouco contra o Brasil, mas são apenas para conter a perda de divisas".

As informações são do Ladevi, parceiro da PANROTAS na Argentina.
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