Abrape protesta contra cancelamentos no carnaval

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Divulgação/Criatura Estúdio
Temendo as muitas aglomerações e o espalhamento da variante ômicron, da covid-19, algumas prefeituras proibiram festas de carnaval
Temendo as muitas aglomerações e o espalhamento da variante ômicron, da covid-19, algumas prefeituras proibiram festas de carnaval
Em carta aberta direcionada a prefeituras pelo Brasil, a Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) protesta contra as gestões municipais que optarem pelo cancelamento de festas de carnaval, sejam públicas ou privadas. Alguns exemplos de destinos que cancelaram a festa ou parte dela são o Distrito Federal, o Rio de Janeiro, São Paulo e cidades do interior paulista, entre outras.

A associação reconhece que o motivo alegado para os cancelamentos, o avanço da variante ômicron da covid-19, é justo, mas argumenta que não é razoável que se proíbam também as festas privadas em ambientes privados. A organização ainda lembra que o setor de eventos é responsável pela geração de muitos empregos que seriam afetados com a proibição e reitera que merece respeito e não pode dar passos para trás.

Confira a íntegra do comunicado a seguir.

"Sem retrocessos: O setor de eventos está voltando e merece respeito

É preciso alertar que há um grande equívoco em andamento. O surgimento de uma nova variante do coronavírus está levando muitas prefeituras a cancelarem as festas de Carnaval.

O que estes governos municipais ignoram é que há diferentes tipos de festas de Carnaval. Há evento público, evento privado em espaço público, evento privado em espaço privado.

Há prefeitura cancelando evento privado de Carnaval em espaço privado!

Evento que já está inserido em um processo de retomada dos eventos em andamento!

Entendemos a preocupação dos poderes públicos, mas, em nome de um setor responsável por milhares de empregos, exigimos que o tema seja objeto de um diálogo técnico e racional amplo.

Há centenas de eventos de cultura e entretenimento acontecendo no país, todos os dias, respeitando os protocolos sanitários e, ainda assim, os indicadores epidemiológicos continuam caindo!

Estamos gerando empregos e movimentando a economia em todos os estados. Com responsabilidade, seguindo todos protocolos sanitários, retomamos nossas atividades, impulsionando uma cadeia produtiva que envolve 54 tipos de empreendimentos.

Tudo isso em um cenário de população cada vez mais imunizada e índices decrescentes de afetados pela Covid-19.

Defendemos, portanto, que qualquer debate sobre o Carnaval 2022 deve acompanhar o processo de retomada das atividades de cultura e entretenimento que já está em andamento nos estados.

A discussão não pode ser simplista e com generalizações!

O tema deve ser regulamentado com critérios objetivos. O que deve ser discutido são os protocolos, respeitando as projeções locais e os tipos de Carnaval, que envolvem desde bailes com mil pessoas, em espaços particulares, até festas de rua para mais de um milhão de pessoas.

Muitas decisões de cancelamento estão sendo, muitas vezes, populistas, ignorando os índices epidemiológicos que até o momento servem como pilares para as decisões.

Confiamos que o processo de retomada não sofrerá retrocessos. Com racionalidade, os temas técnicos que sustentam a retomada das atividades não serão substituídos por decisões monocráticas e populistas.

Acreditamos na sensibilidade dos poderes públicos para que não tomem decisões precipitadas que atrasem a retomada em andamento.

Pedimos, também, que todos se vacinem e se envolvam na divulgação das campanhas de imunização para garantir a segurança da sociedade e de quem vai aos eventos.

Estamos otimistas mas, se necessário, vamos enfrentar as injustiças recorrendo a todos os meios possíveis para não haver retrocesso!

Queremos a continuidade da retomada com suporte da ciência, racionalidade, coerência e justiça!

Sim à retomada!
Sim à ciência!
Sim à racionalidade!
Sim à coerência!
Sim à justiça!


Abrape"
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