Karina Cedeño   |   03/03/2026 15:15
Atualizada em 03/03/2026 16:43

Fórum PANROTAS: CNC destaca 5 tendências econômicas para o Turismo no Brasil

Economista-chefe da CNC destacou os principais insights econômicos que norteiam o setor


Gute Garbelotto
Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

O setor de Turismo, mesmo com todos os seus desafios, está dando um “banho” na indústria em termos de movimentação financeira e superando até o comércio nesse sentido. É o que afirma o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, no palco do Fórum PANROTAS 2026, que acontece hoje (3) e amanhã (4) no WTC Events Center, em São Paulo.

Trazendo um cenário macroeconômico do Brasil e fazendo um paralelo com o setor de Turismo, Bentes destacou os principais pontos que dizem respeito ao segmento.

São eles:

1. Taxa Selic nas alturas pode impactar negativamente o Turismo

O economista comenta que a taxa Selic está em 15% ao ano. “Há 20 anos o nosso País não tem uma taxa de juros tão alta. E se as pessoas forem comprar uma passagem aérea ou reservar um quarto de hotel, é bem provável que façam isso por meio do crédito. Mas se a taxa Selic está lá nas alturas, isso se torna mais difícil, o que atrapalha o nosso setor”.

Fazer empréstimos também pode se tornar mais complicado por conta disso. “Quem tem qualquer negócio, em algum momento precisará tomar dinheiro emprestado. E o encarecimento do crédito dificulta a atividade turística”, afirma Bentes.

“A demanda por crédito está subindo 20%, as pessoas continuam tomando crédito com a taxa de juros lá em cima e a inadimplência também está nas alturas. Como isso afeta o setor de Turismo? Desacelerando as atividades. É como ligar o carro e tentar andar com o freio de mão puxado. Ele vai andar, mas não vai desenvolver todo o seu potencial”

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC

2. Inflação também pode afetar as atividades do Turismo

Fabio Bentes comenta que, com a Guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo disparou 7%. “A inflação no Brasil é muito exposta à taxa de câmbio e mais exposta ainda ao preço do combustível. É o item que mais pesa no IPCA. E a partir do momento em que as pessoas têm que pagar mais caro para o alimento chegar à sua casa ou pagar mais caro pela energia elétrica, terão que cortar gastos com lazer e viagens. Se temos uma piora no cenário de inflação, isso afeta negativamente o setor de Turismo", comenta.

3. Preço da passagem aérea está recuando

Segundo o economista, o preço da passagem aérea está recuando. “As passagens continuam caríssimas, mas houve um recuo nas tarifas aéreas em relação ao ano passado. O preço do querosene da aviação caiu mais do que o da própria passagem aérea: enquanto o primeiro teve redução de 30%, o preço da passagem recuou 20% nos últimos doze meses”, comenta Bentes.

4. Turismo é referência na geração de empregos

Este número, de acordo com o economista, mostra que o setor está aquecido. “No ano passado foram 100 mil vagas geradas, só um pouco abaixo do número de 2024, que foi de 110 mil, e hoje o Turismo só está atrás da construção civil em termos de geração de empregos. Mais um indício de que o setor está aquecido”, revelou.

5. Estrangeiros no Brasil estão impulsionando o setor

Fabio Bentes ainda destaca o fato de que no Rio de Janeiro e nas cidades do Nordeste em geral houve um boom de turistas estrangeiros na alta temporada, com destaque para argentinos e chilenos.

“Vale destacar que no ano passado foram 9,3 milhões de turistas estrangeiros visitando o Brasil. Cada turista desses gasta por viagem mil dólares e os visitantes internacionais trouxeram pra cá, no ano passado, quase US$ 8 bilhões em receita. Isso ajuda a economia do País”

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.