Guerra com Irã pressiona combustível e deve encarecer passagens aéreas, diz CEO da Delta
Ed Bastian afirma que as companhias já estão reajustando as tarifas em consequência do cenário instável

A escalada do conflito envolvendo o Irã já começa a impactar diretamente o setor aéreo global. Segundo o CEO da Delta Air Lines, Ed Bastian, o aumento nos preços do combustível de aviação – impulsionado pelas tensões no Oriente Médio – deve levar a novas altas nas tarifas aéreas.
De acordo com o executivo, o custo do combustível praticamente dobrou desde o início do ano, elevando significativamente as despesas operacionais das companhias aéreas. Tradicionalmente, o combustível é um dos principais componentes de custo do setor, e sua volatilidade tende a ser rapidamente refletida nos preços ao consumidor.
A alta está relacionada às incertezas no fornecimento global de petróleo, afetado pelo cenário geopolítico na região. Como consequência, empresas aéreas, como a Aerolíneas Argentinas, já começaram a reajustar tarifas nas últimas semanas, movimento que pode se intensificar caso os preços da energia continuem elevados.
Apesar da pressão de custos, a demanda por viagens segue aquecida. A Delta aponta crescimento nas vendas, impulsionado tanto pelo Turismo de lazer quanto pelas viagens corporativas, além da forte procura por voos internacionais e cabines premium.
Esse cenário, segundo a companhia, permite algum espaço para repasse de custos sem comprometer significativamente a demanda. Ainda assim, o setor monitora o ambiente com cautela. Caso os preços do combustível permaneçam em patamares elevados por um período prolongado, as empresas podem reduzir a oferta de voos como forma de equilibrar custos e rentabilidade.
Outras companhias aéreas ao redor do mundo enfrentam desafios semelhantes, com projeções de bilhões de dólares em custos adicionais ao longo do ano.
Com informações do The Atlanta Journal-Constitution