Como foram os protocolos da Fitur para reunir 111 mil pessoas?

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Divulgação
Edição de 2022 da Fitur reuniu, presencialmente e com uma série de protocolos, 111 mil pessoas em Madri, na Espanha
Edição de 2022 da Fitur reuniu, presencialmente e com uma série de protocolos, 111 mil pessoas em Madri, na Espanha
Nem só de protocolos tradicionais, como comprovante de vacina e máscara, viveu a Fitur, que aconteceu presencialmente de 19 a 23 de janeiro e reuniu nada menos que 111 mil pessoas semana passada em Madri nos três dias voltados aos profissionais de Turismo e nos dois dias para o público final. O Portal PANROTAS perguntou à Fitur que outros recursos foram usados para evitar aglomerações para entender como a tecnologia foi uma aliada nessa tarefa.

O movimento e a concentração de visitantes e funcionários da feira eram mostrados à organização nas telas de rastreamento por meio de mapas de calor. A análise dos dados permitia, assim, a detecção em tempo real de áreas de alta ocupação para evitar aglomeração e criar uma distribuição natural de visitantes.

A Fitur também explicou que o alto nível de CO2 nos seus monitores representava uma densidade excessiva de pessoas por metro quadrado, o que aumentava as chances de contágio pela covid-19. Daí a importância da solução capaz de emitir alertas para enviar pessoal de segurança a uma área específica para desviar o fluxo de pessoas ou gerenciar as filas.

Certamente ajudou, já que a presença estava bem distribuída, considerando o total de participantes. Mas nem sempre funcionou, já que foi possível ver alguns pontos com maior concentração de pessoas.
PANROTAS / Fabíola Bemfeito
Pulseira para identificar que o participante estava totalmente vacinado
Pulseira para identificar que o participante estava totalmente vacinado

É preciso considerar, no entanto, que foi o primeiro ano de uso da ferramenta e vários aprendizados serão levados adiante, se necessário, para evitar aglomerações nas próximas edições da feira – que está determinada a seguir presencial e argumenta que o Turismo precisa continuar e, para isso, aprender a conviver com essa nova situação sanitária.

Mas, para garantir, a tecnologia se somou, claro, a outros protocolos mais tradicionais. Antes de entrar na feira, todos sem exceção, expositores, visitantes, convidados, precisavam mostrar o certificado de vacinação de seu país com o mínimo de duas doses. Feito isso, os participantes ganhavam uma pulseirinha vermelha que deveria permanecer com eles até o fim do evento.

A pulseira ajudava, por exemplo, a evitar que a pessoa tivesse que novamente comprovar sua vacinação no dia seguinte. Também permitia que todos nos estandes soubessem que aquele visitante estava vacinado. Quando a pessoa não tinha como comprovar a vacina, tinha de apresentar o resultado negativo de covid diariamente.

A máscara também foi cobrada rigidamente. Era necessária que fosse no mínimo uma máscara PFF2 para ter acesso à feira. Se a pessoa não tivesse, a organização oferecia. Ninguém ficou sem. Pode reparar que nas fotos publicadas no Portal PANROTAS com a cobertura da Fitur, está todo mundo de máscara. Não se tirava nem para a foto. Só mesmo para fazer uma apresentação, comer ou tomar água.

Já para voltar ao Brasil todos os passageiros tinham de mostrar o teste negativo para o novo coronavírus. Que não precisavam para entrar na Espanha, caso vacinados. Mas precisavam apresentar no embarque e na chegada em seu próprio País.


O Portal PANROTAS viajou a convite da Fitur como media partner brasileiro do evento
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