Martin Jensen analisa a nova fase da Queensberry, vendida à BeFly

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MADRI – Depois de oito anos sem participar de uma Fitur, uma das maiores feiras de Turismo do mundo e que aconteceu em Madri no final da última semana, Martin Jensen, fundador da operadora Queensberry, estava bastante feliz pela oportunidade de rever tanta gente. Especialmente fornecedores internacionais, com quem fez e faz negócio há tanto tempo – e todo mundo de uma vez – já que não vinha tendo a oportunidade de encontrá-los por participar pouco desse tipo de evento. Recentemente, a Queensberry foi comprada pela Befly, de Marcelo Cohen.

PANROTAS / Fabíola Bemfeito
Martin Jensen é o fundador da operadora Queensberry
Martin Jensen é o fundador da operadora Queensberry
Em meio aos últimos detalhes que ainda faltam ser resolvidos para o fechamento completo do negócio, principalmente jurídicos, e otimista de que tudo vai dar certo para ambos os lados, Jensen parecia mais leve para quem o encontrou na Fitur. Ele conta que, preocupado com as pessoas, passou dias muito duros durante a pandemia. Por volta de 2015, a Queensberry chegou a ter 160 funcionários. No auge dos cortes com a interrupção das viagens pelo novo coronavírus, ficou com 20 colaboradores. “Já trouxemos de volta 22 e estou certo de que vamos trazer mais gente”, garante. “Até agora, ninguém me disse não”, orgulha-se. “Me preparei para segurar as coisas por menos de um ano e conseguimos resistir dois anos”, conta o executivo, inglês de origem.

E os clientes seguirão confiando na Queensberry após a venda? Ele acredita que sim, já que a BeFly é uma empresa forte e capitalizada, e com um plano estratégico definido para a operadora. A confiança na Queensberry também continua, segundo ele. “Tem muita, mas muita gente com quem tenho contas a acertar e que fez negócio comigo em produto. Isso mostra o quanto os nossos clientes acreditam em nós, mesmo em um momento tão crítico”, celebra.

Mas será que as coisas vão continuar como eram? Ele espera que não... “Estou certo de que vamos ficar muito mais tecnológicos. Estou muito satisfeito que tenha gente jovem e especializada cuidando disso”, afirma Jensen. “Sempre foi um tema muito desafiador para mim”. O fundador da Queensberry se prepara para seguir na empresa, já que acertou com Cohen estar à frente do negócio por mais alguns anos.

Por isso, acredita que, sim, o estilo Queensberry vai seguir. “Estou muito feliz pela forma como o Marcelo (Cohen) vê e está levando as coisas. Ele também parece estar gostando do conhecimento que tem visto em vários dos nossos colaboradores”, diz. Produtos novos? Sim, mas nada que saia muito do escopo da operadora. “Nada tão revolucionário”, garante. “Vamos manter a qualidade e criar novas opções com os destinos que já trabalhamos ou com novos que tenham o nosso estilo”, acredita Jensen.

Ele diz que, cada vez mais, aposta em produtos especializados, em que se possa aproveitar mais e viver as experiências locais de forma mais efetiva. “Tenho notado que as pessoas têm preferido pacotes que envolvem, por exemplo, somente um país. Até porque, com restrições diferentes em cada lugar por conta da pandemia, tem sido difícil viajar entre um e outro”, constata.

Mas, apesar dos desafios, o ano começou bem para a Queensberry. E isso não é só por causa da venda para a Befly. Em maio, ao planejar como seria 2022, ele imaginou que embarcaria cerca de metade dos 300 grupos que normalmente embarcaria por ano, entre 140 e 160. E o ano começou bem. Em janeiro todos embarcaram e em fevereiro também está indo tudo como planejado. Que continue assim, é o que todos queremos.

O PANROTAS viajou a convite da Fitur como media partner brasileiro do evento.
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