OPERADORAS

Operadoras brasileiras reagem à falência da Thomas Cook

A falência da Thomas Cook não pegou de surpresa apenas seus mais de 600 mil clientes mundo afora com viagens marcadas ou em andamento. No Brasil, a notícia causou tristeza, principalmente entre grandes operadoras de viagens. Presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu lamentou a situação e ainda reforçou que empresas precisam estar atentas às novas realidades do mercado, adaptando-se quando necessário para buscar a sobrevivência.

Emerson Souza
Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa
Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa
“Lamentamos o encerramento repentino das operações da Thomas Cook. Foi uma empresa pioneira, fundada ainda no século XIX, e uma grande inspiração para o setor, mas vivemos em um ambiente econômico muito dinâmico e agressivo, que faz com que empresas de todos os setores vivam um risco muito maior. Neste caso, ainda temos a instabilidade econômica gerada pelo Brexit. Por isso, acreditamos que se adaptar aos novos momentos é fundamental e urgente a todas as empresas”, comentou o mandatário da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo.

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Principal concorrente da Thomas Cook na Europa, o Grupo TUI também se manifestou em relação à falência do seu histórico arquirrival. A empresa aproveitou a oportunidade para se colocar à disposição em caso de necessidade de suporte e afirmou que oferecerá alternativas para viajantes que tenham sido afetados.

Divulgação/ Thomas Cook
Último registro contava 34 aeronaves na frota da Thomas Cook
Último registro contava 34 aeronaves na frota da Thomas Cook
“A TUI Brasil lamenta saber que a operadora turística e companhia aérea do Reino Unido encerrou suas operações. O Grupo TUI está trabalhando ativamente para oferecer suporte aos clientes afetados pela interrupção dos serviços e oferecerá voos alternativos para todos seus clientes que tenham reservas de voos com a Thomas Cook Airlines. O real impacto desta notícia no mercado só poderá ser medido após a situação estar estabilizada”, aponta o comunicado oficial da TUI Brasil.

Diretor executivo da Abreutur, Ronnie Corrêa destacou a proximidade histórica entre as empresas, mas mostrou-se seguro sobre o modelo de negócios da operadora brasileira. De acordo com ele, todo o suporte oferecido às agências de viagens ainda é valorizado por uma grande fatia do mercado.

Emerson Souza
Ronnie Corrêa, diretor da Abreutur
Ronnie Corrêa, diretor da Abreutur
“Recebemos a notícia com tristeza. Assim como a Thomas Cook, a Abreu é uma empresa com quase 180 anos de existência e sabemos do esforço e empenho necessários para se atingir uma longevidade tão grande. O Turismo demanda trabalho árduo, inovação e criatividade constante, e nas últimas décadas tem vivenciado intensa movimentação por conta da capilaridade que a internet proporcionou. Entretanto, acreditamos que a consultoria, serviço e suporte que as operadoras tradicionais oferecem às agências de viagens e seus clientes ainda são necessários e valorizados por uma fatia significativa do mercado que prefere o conforto e segurança de empresas sólidas por trás de suas viagens”, ponderou o diretor executivo da Abreutur, Ronnie Corrêa.

Emerson Souza
Ana Maria Berto, diretora da Orinter
Ana Maria Berto, diretora da Orinter
“Vi essa notícia com muita tristeza e consternação. A Thomas Cook era uma empresa de 178 anos de operações, consolidada no mercado e com muita credibilidade, mas que em algum momento deve ter perdido seu rumo em termos de gestão, o que culminou com esse infeliz fechamento da empresa. Causa entristecimento não só pelos milhares de passageiros frustrados, como também por toda a cadeia relacionada que dependia dos serviços. Isso serve de alerta para que todos tenham uma gestão bastante consciente. Temos que manter nossos clientes no ar e os nossos pés no chão”, completou a diretora geral da Orinter, Ana Maria Berto.
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