Amaze se reorganiza na crise e garante recorde de crescimento

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Lucas Garcia, diretor da Amaze, operadora de viagens de formatura do Grupo CI
Lucas Garcia, diretor da Amaze, operadora de viagens de formatura do Grupo CI

Em dezembro do ano passado, a operadora especializada em viagens de formatura para jovens estudantes Amaze Travel planejava, para 2020, um crescimento anual de 50%. Em franco crescimento, a companhia se reforçou, naquele mês, com cerca de 30 profissionais para colocar seus planos em prática e seguir a trilha do crescimento neste ano. Eis que em março desembarcou no País a crise da covid-19 e a Amaze se reestruturou para... crescer ainda mais do que o planejado.

"Crescemos entre 75% e 85% de janeiro a setembro deste ano na comparação com os nove primeiros meses de 2019", garante o diretor da Amaze, Lucas Garcia. "Mas nada veio sem uma reestruturação geral e união de toda equipe. A crise foi uma oportunidade de reforçarmos intensamente nosso digital, e os resultados estão aparecendo pela nossa expansão a mercados antes não alcançados. Assim que todos os funcionários começaram a trabalhar em home office, já começamos a pensar maneira de continuar a prospecção em um cenário totalmente on-line. Focamos em tecnologia desde nossa fundação, em 2012, mas as reuniões com os pais e os colégios eram presenciais, por exemplo", completa.

A investida deu certo, de acordo com Garcia. Após abril e maio cheios de incertezas e com muito aprendizado, a situação da Amaze começou a melhorar já a partir de junho. "Quando as perspectivas de normalização começaram a se esticar, aceleramos nossa busca por alternativas e soluções em relação aos embarques de 2020 e às prospecções aos novos formandos. Assim, agosto foi um mês fenomenal na história da Amaze. Uma virada de chave. Me arrisco a dizer que não venderíamos tanto naquele mês se fosse presencialmente", aponta o diretor da empresa, que é pertencente ao Grupo CI, de intercâmbio.

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Reunião dos profissionais da Amaze
Reunião dos profissionais da Amaze
Dos 30 funcionários contratados pré-pandemia, aproximadamente 20, que estavam cumprindo contrato de experiência, foram desligados, mas Garcia aponta que a Amaze recontratou um montante parecido no início do segundo semestre. "A demanda cresceu. A eficiência das reuniões digitais fez com que saíssemos do eixo Sul-Sudeste para alcançarmos cidades no Pará, no Amazonas, no Acre e em mercados do Nordeste. Locais novos nos quais nunca chegaríamos antes da pandemia, devido à complicação logística."

EMBARQUES DE 2020 ADIADOS
Os primeiros embarques previstos para a empresa neste ano seriam em julho, para Porto Seguro e Cancun, e foram adiados para o mesmo mês em 2021. Também em julho a empresa decidiu que os embarques de setembro e outubro tinham de ser postergados para o ano seguinte, estes em abril. Portanto nenhum passageiro Amaze viajará neste ano.

O desafio está no nicho em si, pois as viagens de formatura são perecíveis e não podem fugir tanto do período de embarque, visto que os formandos iniciam suas diferentes trajetórias. Por isso a maior parte das novas vendas está sendo feita para julho, outubro e dezembro do ano que vem. "Estamos trabalhando com a possibilidade da chegada da vacina, mas a partir do momento em que estivermos cientes de que todos estão seguros, com todas as medidas sendo seguidas pelos fornecedores e alunos, confiamos nos embarques", afirma Lucas Garcia.

A taxa de desistência dos alunos que embarcariam neste ano, segundo o diretor da Amaze, é baixíssima e para lidar com a ansiedade típica da faixa etária de jovens formandos, a empresa reforçou seu material de marketing on-line para ficar lado a lado com os clientes.

OS PRINCIPAIS PRODUTOS
A Amaze embarca pouco mais de dez mil passageiros anualmente. O carro-chefe da operadora de formatura do Grupo CI é Florianópolis para o terceiro ano. Festas temáticas são parte fundamental do programa, mas a operadora garante que se preocupa também em levar os jovens para conhecer o melhor de cada destino e não ficar apenas nas noitadas.

Porto Seguro (BA) também é requisitada, por isso a operadora criou o Floriporto, pacote em que os jovens embarcam na capital catarinense em um período e no destino baiano em outro. Resorts como o Portobello, em Mangaratiba (RJ), também estão na prateleira.

A Amaze tem oito franquias espalhadas pelo País, além de executivos de venda.
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