CVC Corp em 2021: vendas de R$ 9 bilhões e prejuízo de R$ 486 milhões

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PANROTAS / Emerson Souza
Leonel Andrade, presidente da CVC Corp
Leonel Andrade, presidente da CVC Corp
A CVC Corp, presidida por Leonel Andrade, confirmou hoje, na divulgação do seubalanço de 2021, dados preliminares divulgados em 21 de janeiro passado: o grupo transportou 7,7 milhões de passageiros e fechou com reservas confirmadas de R$ 9 bilhões. Em 2020, as vendas haviam sido de R$ 6,4 bilhões e em 2019, pré-pandemia, de R$ 17,1 bilhões (volume de 2021 é, portanto 52% de 2019).

As reservas consumidas (viajadas) cresceram 32,6% no último trimestre do ano, alcançando R$ 3,4 bilhões, mostrando a força da alta temporada.

Em novembro e dezembro, destinos domésticos somaram o equivalente a 79% do montante registrado no mesmo período de 2019; destinos internacionais 47%. Dezembro e janeiro foram impactados pela ômicron, especialmente na procura pelo internacional, mas a empresa já vê sinais de recuperação à frente. “No momento da divulgação desse relatório, a maior parte dos seus efeitos no mundo parece ter já se dissipado, e novamente registramos aumento de interesse de consumidores por viagens domésticas e internacionais”, diz a mensagem da administração, junto ao balanço.

A CVC Corp informou também que outro destaque foi ter atingido “o menor patamar de dívida líquida em dois anos, consequência do aumento de capital com entrada de caixa de R$ 806,6 milhões em 2021, para amortização de dívida e reforço de capital de giro”.

A empresa anunciou ter feito investimentos de R$ 133,6 milhões em 2021, os maiores já realizados em um único ano, com foco em “Tecnologia da Informação e Projetos Estratégicos focados na transformação digital da companhia correspondem quase a totalidade do montante investido”.

Os resultados negativos continuam presentes no balanço desde o início da pandemia: EBITDA negativo em R$ 235 milhões e prejuízo de R$ 486 milhões no ano passado.
DEMANDA REPRIMIDA
“A companhia permanece atenta aos desdobramentos da variante ômicron e acredita que os efeitos produzidos por ela sejam transitórios, pois, a despeito da rápida disseminação, há sinais de estabilização ou declínio dos casos em alguns dos primeiros países acometidos por ela e também naqueles onde operamos. A retomada do setor deverá seguir impulsionada pela grande demanda reprimida. O índice de atividades turísticas, divulgado na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, mostrou em dezembro crescimento pelo oitavo mês consecutivo, acumulando 21,1% no ano de 2021, o que é refletido na operação da CVC Corp no Brasil, que em 2021 embarcou 7,7 milhões de passageiros, 30% a mais que em 2020”, analisam os administradores.

“O fortalecimento da CVC Corp, tanto em aspectos financeiros como operacionais, aliado ao ambiente mais benigno criam condições para assumirmos nosso papel de liderança no setor de Turismo latino-americano”, continua a Administração. Segundo a mensagem, a CVC Corp está ingressando em um novo ciclo de crescimento, “com importantes entregas de projetos em 2022 que visam melhorar o atendimento ao cliente e também a eficiência operacional , de forma a participar ainda mais de sua jornada de compras e da sua experiência com viagens.”
GUERRA PREOCUPA
“Permanecemos otimistas com os prognósticos de 2022, entretanto atentos aos principais eventos macroeconômicos e políticos, que incluem a recém iniciada guerra na Ucrânia. Impactos mais limitados da pandemia e a demanda reprimida terão papel central na recomposição gradativa da malha aérea e no aumento de passageiros embarcados em 2022. O Turismo doméstico de Brasil e Argentina devem permanecer aquecidos, ao passo que viagens internacionais devem apresentar crescimento no transcurso do ano, sendo que ainda é prematuro tentar inferir se teremos impactos relevantes da guerra na Ucrânia no nosso ambiente de negócios”, continua a empresa, mostrando-se apreensiva com o desdobramento da guerra na Europa.

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