Com aéreo 50% mais caro, CVC Corp vende R$ 4,1 bilhões no segundo trimestre; confira
Estimativas da Administração indicam potencial de redução de custos superior a R$ 80 milhões em 2026

A CVC Corp acaba de anunciar os resultados operacionais e financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, com destaque para Reservas Confirmadas que totalizaram R$ 4,1 bilhões, alta de 0,2% (ou alta de 4,1% desconsiderando destinos impactados pelos conflitos no Oriente Médio e considerando a Argentina em moeda constante). No Brasil, o B2B cresceu 5,0% e o B2C, 2,9%.
Segundo a empresa, o resultado ocorre em meio a um cenário de forte pressão sobre o setor aéreo (as passagens aéreas ficaram 52,4% mais caras e mais de 6 mil voos saíram da malha). Mesmo assim, as Despesas Gerais e Administrativas (G&A) no Brasil recuaram 10,1% para R$ 133,4 milhões, refletindo os primeiros efeitos do processo de reestruturação realizado pelo CEO Fabio Mader.
As Reservas Consumidas no País, por sua vez, somaram R$ 3,1 bilhões, alta de 7,2% sobre o mesmo período de 2025, enquanto o EBITDA Ajustado do Brasil avançou 4,7%, para R$ 82,6 milhões, com margem de 30,6%, ante 28% um ano antes, maior patamar da companhia para um trimestre de baixa temporada
As estimativas da Administração indicam potencial de redução de custos superior a R$ 80 milhões ainda em 2026, com captura integral das medidas implementadas em maio a partir do terceiro trimestre.
“A transformação da CVC Corp não acontece de um trimestre para o outro. Passamos os últimos meses mexendo profundamente na nossa estrutura, e os primeiros sinais dessa mudança já começam a aparecer na operação. Entramos no terceiro trimestre com uma companhia mais leve, mais simples e preparada para capturar integralmente as reduções de despesas implementadas em maio”
Fabio Mader, CEO da CVC Corp

Destaques financeiros do 2T26
- A Receita Líquida consolidada foi de R$ 319,5 milhões, queda de 6,5%, ou de 3,6% em bases comparáveis.
- O EBITDA Ajustado consolidado somou R$ 84,9 milhões, com margem de 26,6%. Já o Prejuízo Líquido Ajustado foi de R$ 51,3 milhões, uma melhora de R$ 11,8 milhões em relação ao 1T26, mesmo em um trimestre de baixa temporada e, consequentemente, de menor receita.
- No Brasil, a Receita Líquida somou R$ 269,7 milhões, retração de 4,2%. O B2B cresceu 2,5%, enquanto o B2C recuou 8,9%, pressionado pelo cenário do setor aéreo e pela maior participação de produtos com take rate abaixo da média.
- O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 60,2 milhões no trimestre, e o caixa encerrou o trimestre em R$ 175,8 milhões.
- A dívida líquida caiu para R$ 215 milhões, redução de R$ 26,8 milhões em relação ao 1T26 e de R$ 181,3 milhões na comparação com o 2T25.
- A alavancagem permaneceu em 0,5x o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, ante 0,9x um ano antes.
- A dívida bruta também recuou R$ 250,3 milhões na comparação anual, refletindo o pré-pagamento de R$ 150 milhões do saldo principal das debêntures em outubro de 2025.
“Nosso diferencial é potencializar a maior rede de distribuição de viagens do Brasil com tecnologia e inteligência de dados. Não escolhemos entre físico e digital. Fazemos os dois trabalharem juntos, aproveitando ativos e capacidades que a companhia já construiu, com disciplina financeira”
Fabio Mader, CEO da CVC Corp