Pedro Menezes   |   12/08/2026 19:13
Atualizada em 12/08/2026 20:19

Vendas da CVC Corp via agências mantêm força e somam R$ 3,6 bilhões no 1° semestre

Rextur Advance, Visual Turismo e Trend seguem com resultados positivos dentro da empresa


Divulgação
No caso apenas de receita líquida, o B2B gerou R$ 242,7 milhões no primeiro semestre, crescimento de 11,9%, enquanto o B2C registrou R$ 325,3 milhões, queda de 5,9%
No caso apenas de receita líquida, o B2B gerou R$ 242,7 milhões no primeiro semestre, crescimento de 11,9%, enquanto o B2C registrou R$ 325,3 milhões, queda de 5,9%

A CVC Corp divulgou hoje (12) os resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2026, com destaque para o avanço em vendas e redução de despesas. O 2T26 também ficou marcado por um contraste nas operações B2B, que avançaram 2,5%, e B2C, que recuaram 8,9%.

Segundo a CVC Corp, o recuo na venda direta ao consumidor está ligada ao cenário do setor aéreo e pela maior participação de produtos com take rate abaixo da média. Já no lado B2B da força, Rextur Advance, Visual Turismo e Trend seguem com resultados positivos dentro da empresa.

No acumulado de janeiro a junho, as reservas confirmadas do B2B somaram R$ 3,61 bilhões, alta de 8,2% sobre os R$ 3,34 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Em bases comparáveis, desconsiderando os destinos impactados pelos conflitos no Oriente Médio, o crescimento chegou a 10,4%.

Reprodução

Apenas no B2C, as reservas confirmadas alcançaram R$ 2,97 bilhões no semestre, avanço de 3,5% na comparação anual. Em bases comparáveis, a alta foi de 5,2%. Ou seja, embora os dois negócios tenham crescido em volume, o B2B avançou em ritmo mais acelerado.

No caso apenas de receita líquida, o B2B gerou R$ 242,7 milhões no primeiro semestre, crescimento de 11,9%, enquanto o B2C registrou R$ 325,3 milhões, queda de 5,9%. Em bases comparáveis, a receita do B2B avançou 13,7%, enquanto a do B2C recuou 5,5%.

Resultados do segundo trimestre

PANROTAS / Pedro Menezes
Fabio Mader, CEO da CVC Corp
Fabio Mader, CEO da CVC Corp

No segundo trimestre, o B2B respondeu por cerca de 55,7% das reservas confirmadas no Brasil, com R$ 1,83 bilhão, enquanto o B2C representou 44,3%, com R$ 1,46 bilhão. Já nas reservas consumidas, a participação do B2B foi ainda maior, de aproximadamente 59,1%, contra 40,9% do B2C.

No segundo trimestre, as reservas confirmadas do B2B totalizaram R$ 1,83 bilhão, alta de 5% sobre o mesmo período de 2025, enquanto as reservas consumidas chegaram a R$ 1,85 bilhão, crescimento de 7,5%.

Neste período, a receita líquida B2B alcançou R$ 119 milhões no 2T26, alta de 2,5%. O avanço de volume, porém, veio acompanhado de uma redução do take rate, que passou de 6,8% para 6,4%. A companhia atribui o movimento principalmente ao maior peso do aéreo no crescimento do B2B.

Já no B2C, no mesmo período, o comportamento foi diferente. As reservas confirmadas cresceram, mas a receita caiu diante da pressão sobre as margens de intermediação. No 2T26, o canal registrou R$ 1,46 bilhão em reservas confirmadas, alta de 2,9%, enquanto reservas consumidas avançaram 6,8%, para R$ 1,28 bilhão.

A companhia relaciona o avanço das vendas, entre outros fatores, à campanha de aniversário de 54 anos da CVC, que registrou o maior volume de vendas em um único dia de 2026. A receita líquida, porém, caiu 8,9%, para R$ 150,8 milhões. Já o take rate despencou de 13,8% para 11,8%, redução de dois pontos percentuais.

Segundo a CVC Corp, a queda está relacionada ao aumento dos preços das passagens aéreas e à maior participação de canais e produtos com take rate abaixo da média. O crescimento das vendas de cruzeiros também influenciou a composição do resultado.

Brasil cresce e Argentina recua no 2T26

Divulgação
No semestre, as reservas argentinas totalizaram R$ 1,79 bilhão, queda de 10,5%
No semestre, as reservas argentinas totalizaram R$ 1,79 bilhão, queda de 10,5%

No conjunto da operação brasileira, as reservas confirmadas chegaram a R$ 3,29 bilhões no 2T26, alta de 4,1% sobre o mesmo período de 2025. A Argentina, por sua vez, apresentou comportamento oposto. As reservas confirmadas no país vizinho somaram R$ 804,6 milhões no 2T26, queda de 13% em reais.

No semestre, as reservas argentinas totalizaram R$ 1,79 bilhão, queda de 10,5%. A CVC Corp atribui o desempenho principalmente à depreciação do peso argentino e à pressão sobre os preços dos serviços turísticos. Com isso, as reservas confirmadas consolidadas da companhia chegaram a R$ 4,09 bilhões.

A força do B2B

O desempenho B2B foi sustentado principalmente pelo avanço da Rextur Advance, que ganhou participação no mercado de consolidação aérea e, segundo a CVC Corp, se consolidou como a maior consolidadora aérea do País. Apenas em Grupos, a empresa espera superar a marca de 150 mil passageiros embarcados em 2026.

Na Visual Turismo, o momento é de expansão acima do inicialmente projetado pela CVC Corp. Relançada há cerca de um ano, a empresa já é vista como uma operação consolidada, com crescimento sustentado por investimentos em pessoas, tecnologia e na evolução da plataforma, em parceria com Juniper e Infotera.

A Trend, por sua vez, segue reforçando sua atuação no segmento corporativo, agora uma prioridade dentro da estratégia da CVC Corp. A chegada de Noah Britto à liderança, em maio, é apontada como parte desse movimento, e Fabio Mader afirma que o corporativo da Trend vem crescendo acima das demais empresas do grupo, sem que a operação de lazer seja abandonada.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Foto de Pedro Menezes

Conteúdos por

Pedro Menezes

Pedro Menezes tem 6083 conteúdos publicados no Portal PANROTAS. Confira!

Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.