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Viagens para a América Latina cresceram 3,3% de janeiro a setembro


Flickr / Russell Johnson
Nicarágua é um dos destinos que mais crescem
Nicarágua é um dos destinos que mais crescem
As viagens para a América Latina tiveram alta de 3,3% nos três primeiros trimestres de 2019, segundo relatório da Associação Latino-Americana de Viagens (Lata) com a Forward Keys, divulgado na WTM Londres. Além disso, as reservas para o quarto trimestre estão 4% acima do mesmo período do ano passado.

Os dados revelam que o principal mercado de origem de voos para países latino-americanos é a América do Norte, responsável por 43% das chegadas no período de 1º de janeiro a 30 de setembro. Essas chegadas tiveram crescimento de 7% nos primeiros nove meses do ano e as reservas para o quarto trimestre estão 6% à frente. Já o segundo mercado mais importante é a própria América Latina, que teve queda de 1,2% nos três primeiros trimestres, com alta quase nula de 0,1% prevista para o quarto trimestre.

As viagens da Ásia-Pacífico, com uma participação de 2%, e da África com o Oriente Médio, que têm participação de 1%, alcançaram números significativos de crescimento, atingindo 9,1% e 33%, respectivamente, nos primeiros nove meses, e 10,1% e 29,2% de aumento previsto para o quarto trimestre.

“Nos próximos meses, espero ver mais viajantes chegando à América Latina de outros lugares. Um dos principais motivos é que as companhias aéreas ajustaram suas capacidades, aumentando-as em 1,8% no total. E uma vez que as companhias têm assentos disponíveis, elas fazem todo o possível para preenchê-los”, comenta o vice-presidente de Insights da Forward Keys, Olivier Ponti.

Observando as reservas futuras do quarto trimestre, período de outubro a dezembro, os dados indicam um aumento anual de 4% nas reservas globais para a América Latina. Os principais países em crescimento incluem a Nicarágua (+98,3%), Chile (+13,2%) e Panamá (+13,1%). As reservas para a Costa Rica também aumentaram (+11,3%).

Divulgação
Protestos na América Latina impactam diretamente no Turismo, incluindo o Chile
Protestos na América Latina impactam diretamente no Turismo, incluindo o Chile
CENÁRIOS DIFERENTES
A crise econômica na Argentina reduziu drasticamente o valor da moeda local, o peso, tornando o destino muito mais barato para turistas estrangeiros. No entanto, viajar para fora do país tornou-se muito mais caro para os cidadãos argentinos.

Recentemente, protestos na região seguraram um pouco as reservas. No Equador houve um impacto de curto prazo, pois os números foram estabilizados rapidamente. Essas manifestações também tiveram impacto em outros países como a Colômbia, Panamá e Peru.

No caso do Chile, o país enfrenta protestos em Santiago, que podem ter um impacto de curto prazo no número de visitantes. No entanto, os exemplos anteriores mostram uma "capacidade de recuperação" dos destinos na América Latina. O Chile já perdeu a final da Taça Libertadores, transferida para o Peru, por conta dos protestos.
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