Civitatis reúne parceiros pré-Fitur para debater atrações, IA e distribuição no Turismo
Encontro antes da feira em Madri teve uma sequência de painéis e participação de parcerias de todo o mundo

MADRI – Depois de um dia dedicado a encontros com a imprensa, a Civitatis promoveu nesta terça-feira (20), ainda no pré-Fitur, o #Cividay, evento que reuniu parceiros de diferentes partes do mundo para uma manhã de troca de ideias e debates estratégicos sobre o papel das atrações no Turismo, o avanço da inteligência artificial no setor e os novos modelos de comercialização de experiências.
O encontro teve uma manhã cheia de palestras e painéis, reunindo executivos da própria Civitatis, representantes de operadoras, consolidadoras e especialistas do mercado internacional de experiências.
Na abertura do evento, o novo CEO da companhia anfitriã, Andrés Spitzer, destacou a evolução do papel das atividades dentro da jornada do viajante e reforçou a proposta da empresa de atuar como elo entre oferta e demanda, com foco em simplicidade, curadoria e relevância. Segundo ele, a tecnologia – especialmente a inteligência artificial – está mudando a forma como os viajantes descobrem experiências, em um movimento que substitui listas extensas por respostas mais contextualizadas e personalizadas.
"O viajante está deixando de buscar apenas resultados e passando a buscar respostas", foi a mensagem central da apresentação, que também abordou o impacto dos novos modelos de busca baseados em IA e agentes conversacionais sobre a descoberta de produtos turísticos.
Experiências no centro da decisão de viagem
Um dos pontos recorrentes ao longo do #Cividay foi a consolidação das experiências como elemento central na escolha de destinos. Dados e análises apresentados por Douglas Quinby, CEO da Arival, mostraram que, embora o "sightseeing" tradicional continue relevante, especialmente entre viajantes mais jovens, cresce de forma acelerada a demanda por experiências temáticas, imersivas e participativas.
Segundo Quinby, o perfil do viajante está mudando: menos consumo passivo e mais envolvimento direto com a experiência, o que exige novos formatos de produto, comunicação e distribuição. Ele também chamou atenção para as mudanças no marketing turístico, com a rápida migração da busca tradicional para ferramentas baseadas em inteligência artificial – um movimento que, segundo ele, já está acontecendo e deve se intensificar nos próximos meses.
América Latina como mercado estratégico
A América Latina apareceu como um dos grandes focos de atenção do evento. Executivos da Civitatis reforçaram que a região segue como uma das que mais crescem globalmente dentro do portfólio da empresa, impulsionada pela afinidade cultural, pelo idioma (já que a Civitatis é uma empresa de origem espanhola) e pelo amadurecimento do consumo de experiências, tanto em viagens internacionais quanto no Turismo doméstico.
A estratégia passa por uma atuação cada vez mais local, com adaptação de produtos, comunicação e processos operacionais às particularidades de cada mercado. Hoje, a empresa opera com três hubs na região – México, Argentina e Brasil – e mantém parcerias com grandes players locais para ampliar alcance e relevância.

O papel das agências e da curadoria e implementações tecnológicas
A importância da curadoria e da distribuição B2B foi outro tema de debate, e com participação brasileira. Para Paula Rorato, diretora de Produtos da CVC, a curadoria de experiências é fundamental para facilitar a venda, garantir qualidade e dar segurança ao consumidor, especialmente em mercados como o brasileiro, onde fatores como idioma, meios de pagamento e necessidade de atendimento humano ainda têm peso significativo.
Ela destacou que o desafio está em integrar o digital com o atendimento próximo, combinando tecnologia, financiamento, redes sociais e pontos de venda físicos em uma jornada única.
Já Judith Guerra, CEO da Consolid México, ressaltou que a crescente necessidade de reservas antecipadas para atrações e destinos disputados cria uma oportunidade clara para as agências agregarem valor, ajudando o viajante a planejar melhor e evitar frustrações. Para ela, a tecnologia – incluindo a IA – deve ser vista como aliada, desde que aplicada de forma prática e útil no dia a dia das agências.
Encerrando os painéis, representantes do setor reforçaram que o uso da inteligência artificial no Turismo deve ir além da eficiência operacional. Gabriel Milani, diretor da FTO, destacou que o verdadeiro desafio está em usar a tecnologia para gerar valor para destinos, mitigar efeitos como o overtourism e ampliar o acesso a experiências culturais, sem concentrar a demanda apenas nos produtos mais populares.

Números da Civitatis
A Civitatis ainda apresentou alguns números do desempenho de 2025:
- Escritórios em 10 países;
- 348 colaboradores diretos;
- 46 mil agências de viagens cadastradas;
- 4,9 mil anfitriões e 9 mil provedores;
- 1,6 mil alojamentos parceiros;
- Atrações à venda em 140 países.
Em 2025, Paris, Roma e Madri lideraram o ranking de destinos com atrações mais vendidas pela plataforma.
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