TECNOLOGIA

Valorizar nativos é essencial para impulsionar negócios

Em qual Turismo você atua ou pretende atuar? Aquele que envolve grupos com diversas pessoas em preços promocionais ou o seleto? Muitos chamam o primeiro de turismo de massa e o segundo de segmento de luxo. Denominar, no entanto, não significa compreender o impacto que cada um deles gera nos destinos. Você, aliás, já pensou nisso?
Barco atracado em uma das ilhas da Tailândia, um destino de luxo bastante procurado
Antes de se aprofundar, é preciso destacar que a definição do turismo de massa e o de luxo permanece em aberto. Por ora, a indústria entende um como o oposto do outro. Algumas das diferenças encontradas apontam o turismo de massa como um nicho que envolve grandes grupos interessados por destinos populares e compras de muitos suvenires. O preço, aliás, costuma estar acima de qualquer outro item quando falamos desse segmento.

Enquanto isso, o turismo de luxo, tratado como o antônimo do turismo de massa, é destinado a pequenos grupos em busca de destinos excêntricos que ofereçam cultura, ecologia e educação, em outras palavras, experiências. Essas pessoas teriam poder aquisitivo para evitar multidões e, assim, tornar o roteiro personalizado, ou exclusivo.

Alguns ambientalistas argumentam que o turismo de luxo tem baixo impacto sobre a cultura local. Outros, porém, criticam essa perspectiva lembrando que o encontro de duas culturas sempre causa choques e consequências. A diferença está na intensidade do impacto, que pode ser sutil ou violento.

Os nativos são os mais afetados, de forma positiva ou negativa, pela chegada de turistas. É com eles que os viajantes passam a maior parte do tempo e recorrem quando precisam eliminar dúvidas e saciar anseios. Essa dinâmica e possível troca de experiência, no entanto, só se torna possível e bem sucedida quando a empresa entra em harmonia com a comunidade local e valoriza guias, garçons e outros colaboradores da região.

Guias de turismo são apenas um dos nativos que a empresa deve se ater

É preciso se certificar, por exemplo, se o público local compreende os objetivos e aspirações da sua empresa – seja ela de turismo de massa ou luxo. Algumas comunidades têm uma percepção negativa sobre o Turismo e não entendem como a prática pode trazer benefícios reais para a sua qualidade de vida e de seus conterrâneos. O nativo precisa saber exatamente como a empresa irá contribuir para melhorar a infraestrutura da cidade, algo que só é possível com muito diálogo e dedicação de ambas as partes, para então aceitar fazer parte de algum projeto

Fazer uso da tecnologia, aliás, pode ser uma boa alternativa para cuidar da comunidade que habita o destino. Pense, por exemplo, nos problemas da região e quais técnicas podem ser aplicadas para eliminá-los ou ao menos melhorá-los. Será que o lixo pode ser reciclado para fornecer combustíveis alternativos e de baixo custo? Será que o sol pode ser uma fonte de aquecimento e evitar a poluição do ar? Essas são apenas duas das muitas perguntas que você pode fazer para despertar seu olhar crítico e entender melhor os pormenores da comunidade que está comercializando.

Especialistas ressaltam que ter nativos como parceiros não significa apenas obter sucesso político ou econômico, mas também contar com um exército de sorrisos dispostos a garantir o sucesso da sua empresa nos destinos em que ela atua.

Multidão visitando um dos monumentos do Vaticano


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