OPERADORAS

Expedia: cinco anos de Brasil e projeto de longo prazo

Renato Machado
A diretora executiva da Expedia para América Latina, Carolina Piber
A diretora executiva da Expedia para América Latina, Carolina Piber
São cinco anos de vida em solo brasileiro. Tempo considerável para uma OTA global, mas com ressalvas, na opinião da diretora executiva da Expedia para a América Latina, Carolina Piber. “A Expedia é brasileira sim, mas uma criança brasileira que está em fase de desenvolvimento”, diz. A trajetória da companhia no País, que chega em 2017 ao seu quinto ano, foi motivo de celebração nesta terça-feira.

Ao lado de representantes da sede principal, em Seattle, além de colaboradores de São Francisco e Miami, Carolina Piber comentou como se passou a chegada da companhia ao Brasil. “Uma empresa do tamanho da Expedia busca ‘pockets’, oportunidades. Com Europa e Estados Unidos já consolidados e com crescimento menos acelerado, a América Latina surgiu como um mercado interessante.”

“Meu papel é mostrar onde estão os desafios”, pontua a argentina que há pouco mais de um ano chefia os trabalhos da Expedia na América Latina – e que tem mais de cinco anos de grupo, com atuação também no Brasil no Hotels.com. “Nossa responsabilidade é traduzir esse cenário local para uma empresa que tem personalidade global”, complementa.

Carolina relembra que “a Expedia veio ao Brasil como uma plataforma com investimento muito bem baseada em tecnologia. Agora o foco está na formação de um time local, na relação com parceiros, na expertise e na customização de experiências”.

“A Expedia tem uma sede de crescimento profunda, é uma empresa muito ambiciosa”, fala a diretora executiva ao comentar sobre o futuro e as projeções da OTA dentro do mercado. “Não é relevante dizer se estaremos em primeiro ou segundo no mercado. O oceano está cheio de peixe, a Expedia está aqui no Brasil para o longo prazo, não para fazer dinheiro e ir embora”, garante.

“É uma corrida contra nós mesmos. Você pode até estar se comparando com o cara errado, passar ele e ver que não era lá que queria estar. É o cliente que vai dizer se estamos fazendo as coisas certas”, conclui.
Renato Machado
Equipe brasileira da Expedia com membros de Seattle, Miami e São Francisco
Equipe brasileira da Expedia com membros de Seattle, Miami e São Francisco
AMÉRICA LATINA E BRASIL
Sob o escopo de atuação de Carolina Piber está todo o mercado latino-americano e os escritórios no Brasil, no México e na Argentina. Defensora da sua área, a diretora apresenta a visão que a Expedia tem da região que comanda. “A América Latina continua sendo um local de grande oportunidade, que vem crescendo dois dígitos sólidos, mesmo com a recessão no maior país da região”.

O recente ganho de peso do mercado regional no Brasil é visto com bons olhos por Carolina. “Com as altas do dólar o brasileiro começou a valorizar mais os domésticos graças a Deus”, diz, com ênfase nos agradecimentos superiores. “Aqui tem muita oportunidade, as coisas começam pela casa. O Brasil tem um motor gigantesco no Turismo doméstico”, reforça.

O aniversário da chegada da Expedia ao Brasil foi motivo para um breve balanço da operação da OTA nos últimos cinco anos. No período, São Paulo (GRU)/Santiago, Chile (SCL) foi a rota aérea mais comercializada. Dado que é complementado com os destinos latino-americanos mais populares no Brasil: Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Bogotá (Colômbia) e Cusco (Peru).

São Paulo detém o maior número de quartos de hotéis reservados, maior número de passagens emitidas (via Guarulhos) e está na lista de destinos domésticos mais populares – ao lado de Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador.
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