TECNOLOGIA

Os prós e contras de abrir uma startup dentro de outra


Abrir uma startup já é um desafio grande para todos que buscam empreender. Imagina então começar uma startup dentro de outra já existente? Pode parecer estranho, mas a ideia vem crescendo e gerando bons resultados a empresas, como mostra um artigo do cofundador da Viva Real, Diego Simon, em artigo no site da Endeavor.

Aplicativo para busca de imóveis, o Viva Real deu origem a outro correlato: o Viva Decora, para a decoração dessas casas e apartamentos. “Por entender que lidamos com o mesmo consumidor em momentos diferentes, fez sentido começar a nova empresa dentro do negócio principal”, explica Simon.

Há ainda a possibilidade de criar uma corporate venture, a união com outra startup para o trabalho conjunto que, em alguns casos, pode gerar uma só empresa no futuro.

Seja qual for o modelo escolhido, Diego Simon mostra que a expansão dos negócios inovadores pode gerar diversos benefícios a eles. Veja os principais elencados por ele:

  • Startups começam suas atividades com poucos recursos. Por isso, aproveitar o espaço físico de outra já gera uma economia inicial. “Ter acesso a um edifício em funcionamento permite que a equipe tenha mais conforto para trabalhar e foque nas atividades do negócio, sem distrações”, diz Simon.

  • Tendo a companhia de uma empresa já desenvolvida, a startup tende a começar já de forma eficiente. Afinal, equipes financeiras, de TI, jurídica já estarão lá. “No lugar de improvisar com uma ou duas pessoas cuidando de todas essas responsabilidades, podemos contar com profissionais especializados em cada uma das áreas. O nível de qualidade é bastante superior ao que teríamos se realizássemos essas atividades sozinhos”.

  • Segundo Simon, o Viva Decora recebeu investimentos do Viva Real nos primeiros dois anos de atividades, ajudando o novo negócio nos sensíveis momentos iniciais. Ter um parceiro já desenvolvido por perto pode ensinar a uma nova startup quando e onde investir, além de dar maior segurança ao negócio em seus primeiros estágios.

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Muitos conseguem ter boas ideias sozinho. Mas ter a colaboração de pessoas mais experientes pode ajudar

  • Tirando essas preocupações com a estrutura do negócio, a nova empresa pode focar no que interessa: sua atividade principal e a geração de resultados. Sem se distrair com as questões administrativas, a startup pode ter suas áreas específicas para desenvolvimento do seu produto: “Por mais que uma empresa esteja dentro de outra e compartilhe muitos recursos, é importante criar algumas áreas independentes, como marketing, novos negócios, operações, produto e engenharia”, cita.

  • Quem vai criar um segundo negócio, após o sucesso do primeiro, já conhece o caminho das pedras. E, se o modelo for uma corporate venture, observar a rotina da outra empresa pode ser de grande ajuda. Trocar experiências, seja qual for o caso, nunca é demais.

  • Cada negócio tem seu próprio mercado, mas há muitas boas práticas que podem ser usadas em diversos setores. Assim, a colaboração entre as empresas em setores estratégicos, como novas táticas de marketing, que muitas vezes podem servir para ambos os negócios.

RISCOS
É claro que, além de benefícios, há alguns riscos envolvidos na criação de uma startup dentro de outra. Daniel Simon sabe disso, e mostra quais são os principais fatores para você ficar de olho nesse processo:

  • Não saber a hora certa de se tornar independente pode estagnar a nova empresa. Em algum momento após a criação, a startup pode precisar de mais recursos do que o negócio “pai” pode oferecer. “O risco é o novo negócio não contar com recursos suficientes para crescer de forma acelerada a longo prazo”, alerta o cofundador da Viva Real.

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A facilidade para troca de experiências é um dos grandes benefícios da "irmandade" entre startups

  • Paciência será necessária. Tendo um modelo de sucesso ao lado, muitos podem exagerar na pressa para chegar àquele resultado e queimar etapas importantes. “Não dá, por exemplo, para contratar alguém 'para ontem' ou para assinar contratos sem passar pelo jurídico”, explica Simon. É, clichê, mas verdadeiro: a pressa é inimiga da perfeição.

  • O conselho acima não significa, entretanto, que o novo negócio não possa ser flexível em algumas ocasiões. Se você tem uma necessidade específica que não compete ao seu parceiro, não é preciso depender dele ou perder tempo. Simon exemplifica citando as novas contratações da Viva Decora, que foram comandadas pelos próprios gestores e só depois enviadas para o RH.

  • Mesmo com a companhia de outra startup mais experiente, vai ser impossível não correr alguns riscos sozinho. Então, estar preparado para possíveis revezes iniciais é fundamental. Lembre-se de que o mais importante é o longo prazo.

Para ler o conteúdo original no site da Endeavor, clique aqui.
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