Comunicação é um dos pontos-chave na retomada do Turismo

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O segundo painel do Seminário Luso-Brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, realizado na manhã de hoje (20), abordou o tema distribuição e as principais mudanças nas relações e desafios na nova era para o Turismo após o início da pandemia de covid-19. Um dos pontos-chave levantados foi a importância da comunicação – clara – com os consumidores.

Reprodução/Airmet
Luís Henriques (Airmet), Daniel Marchante (Lusanova) e Fabiana Lima (Club Turis) participaram de painel moderado por Victor Jorge, da Publituris
Luís Henriques (Airmet), Daniel Marchante (Lusanova) e Fabiana Lima (Club Turis) participaram de painel moderado por Victor Jorge, da Publituris
“Percebemos que a questão da comunicação iria mudar inevitavelmente. Havia muito uma cultura em Portugal de as lojas de shopping, de rua etc., terem um funcionamento um pouco inflexível. E, do dia para noite, tudo mudou. Passamos a sentir uma proximidade muito maior com os clientes e, por mais afastados que estivéssemos do ponto de vista físico, na tecnologia estávamos muito próximos. No Brasil é diferente, os relacionamentos são muito mais calorosos. Temos que começar a desenvolver competências nessa área. Temos todo o conhecimento, expertise, todas as condições para prestar um serviço de excelência, mas temos muita dificuldade em comunicar isso. Mudamos nossa forma de nos relacionar”, conta o diretor geral da Airmet Brasil e Portugal, Luís Henriques.

INFORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO
O atendimento dos agentes também foi transformado, com este profissional, mais do que nunca, tendo de ter todas as informações e respostas às dúvidas dos passageiros na ponta da língua. Para isso, capacitações, profissionalização e disseminação de conhecimento são fundamentais.

“Precisamos estar muito mais atualizados e lembrar que informação nem sempre é conhecimento. Estamos na era digital, mas percebemos que existia muito mais informação do que conhecimento e prática. Por isso, a capacitação e preparação da equipe e dos parceiros devem ser evidenciadas. Além disso, a cultura organizacional, junto à empatia e necessidade desse mercado devem ser um tripé que precisa ser muito bem trabalhado”, pontua a CEO e fundadora da Club Turis, Fabiana Lima.

O diretor da Lusanova Brasil, Daniel Marchante, comentou sobre a necessidade do mercado de ministrar webinars com informações sobre os destinos, por exemplo, para que os agentes de viagens estejam munidos de todas as informações necessárias.

“O agente tem de estar muito bem-preparado e informação é a palavra-chave. Ele precisa saber mais do que o passageiro que pesquisa tudo na internet. Se não, pode perder esse viajante para o on-line. Ter o conhecimento do destino, do produto, é fundamental até para o futuro do nosso negócio e mercado.”

“PARCEIRAR”
Com a pandemia, surgiu um novo consumidor e, também, por que não, uma nova palavra. “Parceirar” quer dizer que, sem parcerias, o mercado não consegue caminhar e é muito mais demorado e difícil para se chegar no objetivo.

Reprodução/Airmet
Aroldo Schultz, da Schultz
Aroldo Schultz, da Schultz
“E escolher nossos parceiros é um sucesso muito mais acertado. Colaboração, ‘parceirar’ e contar com o apoio vai fazer toda a diferença. Precisamos de bons parceiros, bons profissionais, melhorar nossa comunicação... É muito mais do que tecnologia, estamos caminhando para um atendimento aproximado, uma cultura humanizada. Além de recursos tecnológicos, precisamos de empatia, operação consultiva. E ‘parceirar’ significa isso, essas escolhas assertivas”, diz Fabiana.

Para o diretor da Schultz Brasil e Portugal, Aroldo Schultz, o sentimento de trabalhar em conjunto para prosperar é o mesmo. “Setor de Turismo vai crescer muito. Quem conseguiu se manter, respeitar os agentes, o consumidor, selecionar os fornecedores certos, vai ter muito futuro. Estamos recuperando os números de antes de 2019 e a perspectiva da nossa empresa é dobrar nos próximos anos”, finaliza.

Veja como foi o painel de aviação.
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