Aumenta frustração com as restrições de viagens, segundo Iata

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Segundo pesquisa da Iata, 73% das pessoas dizem que a qualidade de vida foi afetada com as restrições
Segundo pesquisa da Iata, 73% das pessoas dizem que a qualidade de vida foi afetada com as restrições
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata - International Air Transport Association) relatou que os passageiros aéreos estão cada vez mais frustrados com as restrições de viagens relacionadas à covid-19. Uma pesquisa encomendada pela Iata com 4.700 entrevistados de 11 mercados, realizada em setembro, mostrou a confiança de que "os riscos da covid-19 podem ser gerenciados de forma eficaz e que a liberdade de viajar deve ser restaurada".

Segundo a pesquisa, 67% dos entrevistados acreditam que a maioria das fronteiras deveria ser reaberta agora e cerca de 64% consideram que o fechamento de fronteiras é desnecessário e que não foi eficaz na contenção do vírus. Além disso, 73% responderam que sua qualidade de vida foi afetada com as restrições de viagens relacionadas à covid-19.

"As pessoas estão cada vez mais frustradas com as restrições de viagens relacionadas à covid-19 e ainda mais pessoas tiveram queda na qualidade de vida como consequência disso. Elas não veem a necessidade de manter as restrições de viagens para controlar o vírus. Elas perderam muitos momentos com a família e oportunidades de desenvolvimento pessoal e dos negócios. Resumindo, as pessoas sentem falta da liberdade de voar e querem que ela seja restaurada", disse o diretor geral da Iata, Willie Walsh.

O maior obstáculo às viagens aéreas ainda é a quarentena, 84% dos entrevistados responderam que não viajarão se houver quarentena em seu destino, enquanto 73% dos participantes da pesquisa apoiam a extinção da quarentena caso o viajante apresentar teste negativo de covid-19.

VACINA
Com as taxas de vacinação aumentando globalmente, 80% dos entrevistados concordam que as pessoas vacinadas deveriam poder viajar livremente de avião. Mas os entrevistados expressaram fortes opiniões contra a obrigatoriedade da vacinação para viagens aéreas. Cerca de dois terços consideram que é moralmente errado restringir as viagens apenas aos que foram vacinados e acreditam que o teste antes da viagem aérea deve ser uma alternativa para as pessoas sem acesso à vacina.

Embora 85% dos entrevistados estejam dispostos a, se necessário, fazer o teste no processo de viagem, 77% deles indicaram que o custo do teste é uma barreira significativa para viajar e acreditam que os governos devem arcar com os custos dos testes.

"As pessoas estão dispostas a fazer o teste para viajar. Mas elas não gostam do custo e da inconveniência. Esses dois itens podem ser resolvidos pelos governos. A confiabilidade dos testes rápidos de antígenos é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A aceitação mais ampla dos testes de antígenos pelos governos reduziria a inconveniência e o custo. Sobre o custo, o Regulamento Sanitário Internacional da OMS estipula que deve ser pago pelos governos. Também está claro que, embora as pessoas aceitem os testes e outras medidas, como o uso de máscaras conforme necessário, elas querem voltar a usar os meios de transporte normais quando for seguro fazer isso", disse Walsh.
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