AVIAÇÃO

Zurich Airport tem interesse em Viracopos, mas pode desistir

Emerson Souza
O CEO da Zurich Airport para a América Latina e o Caribe, Stefan Conrad
O CEO da Zurich Airport para a América Latina e o Caribe, Stefan Conrad
A Zurich Airport, que detém as concessões dos aeroportos de Florianópolis e de Confins (MG), revelou hoje que mantém o interesse em adquirir o terminal de Viracopos, em Campinas, mas que se não conseguir resolver as pendências relacionadas às negociações até o final deste ano, desistirá da compra.

Viracopos encontra-se atualmente em recuperação judicial e a Zurich, em parceria com a empresa IG4 Capital, busca emplacar propostas junto aos credores para adquiri-lo. “Se não houver uma solução em vista até o final do ano, desistiremos da compra”, afirma o CEO da Zurich Airport para a América Latina e o Caribe, Stefan Conrad.

Ele revela que a empresa tem interesse de adquirir outros aeroportos no Brasil e que está de olho em todas as possibilidades existentes, levando em conta a abertura pelo governo da quarta rodada de concessões, na qual serão ofertados 13 aeroportos à iniciativa privada.

São eles Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), localizados na região Nordeste do País; Vitória (ES) e Macaé (RJ), na região Sudeste; e os aeroportos matogrossenses de Várzea Grande (Cuiabá), Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças.

PROBLEMAS COM PAMPULHA
Conrad também destacou o fato de a Zurich Airport estar lutando na justiça contra a reabertura do aeroporto de Pampulha, em Belo Horizonte, a qual pode impactar negativamente os negócios da empresa, que detém a concessão do de Confins.

“Reabrir o aeroporto não faria sentido, considerando que a chance de não haver demanda para dois aeroportos tão próximos é grande. Isso sem contar que a reabertura prejudicaria o tráfego de passageiros em Confins, resultando em, no mínimo, 10% de perda. É preciso que os investimentos sejam feitos de forma responsável”, pontua o CEO da Zurich Airport para a América Latina e o Caribe.

A empresa está em conversações com o governo, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, e a Anac para impedir a reabertura.

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